As negociações de milho no Rio Grande do Sul continuam restritas, com poucas novidades no mercado, de acordo com a TF Agroeconômica. As indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00 por saca, com uma média estadual de R$ 62,00, conforme dados da Emater/RS-Ascar. No porto, o milho futuro para fevereiro de 2026 permanece estável em R$ 69,00 por saca. Apesar dessa leve estabilidade, o mercado não apresenta sinais de reação no curto prazo, o que reflete um cenário de baixa atividade.
Em Santa Catarina, o mercado de milho segue sem reação e com liquidez reduzida. As pedidas dos vendedores estão próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto as ofertas dos compradores giram em torno de R$ 70,00 por saca. Essa discrepância mantém as negociações praticamente paradas. No Planalto Norte, os negócios são pontuais, variando entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços significativos observados.
No Paraná, o ritmo das negociações é lento, com ajustes pontuais e baixa liquidez. Não há consenso entre compradores e vendedores, com as pedidas dos produtores próximas de R$ 75,00 por saca. As indústrias, por sua vez, mantêm ofertas ao redor de R$ 70,00 CIF, o que impede progressos nas tratativas e deixa o mercado spot praticamente inativo.
Enquanto isso, no Mato Grosso do Sul, o setor de bioenergia continua a sustentar o mercado de milho. As cotações permanecem estáveis entre R$ 51,00 e R$ 54,00 por saca, com Maracaju registrando as maiores referências. Em Chapadão do Sul, houve altas pontuais ao longo da semana. No entanto, a demanda externa segue enfraquecida, limitando a abertura de novos negócios apesar dos ajustes regionais.
Essa estagnação generalizada no mercado de milho nos estados do Sul e Centro-Oeste pode impactar a cadeia produtiva, embora os fatores como bioenergia ofereçam algum suporte em regiões específicas. A ausência de reações mais robustas sugere a necessidade de monitoramento contínuo para identificar possíveis mudanças no cenário agropecuário.