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sexta-feira , 6 março 2026
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Geopolítica e petróleo agitam mercados de grãos: alta em Chicago reflete tensões globais

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Os mercados agrícolas globais iniciaram o pregão desta terça-feira marcados por ajustes técnicos e influências internacionais, em uma sessão encurtada e com menor liquidez. As cotações na Bolsa de Chicago operam em alta para os principais grãos, impulsionadas por movimentos de cobertura de posições por fundos e fatores geopolíticos que afetam o complexo de commodities, especialmente via petróleo. No cenário doméstico brasileiro, os preços físicos apresentam variações pontuais, enquanto o câmbio permanece sem referência devido ao fechamento dos mercados no país.

No trigo, os contratos na Bolsa de Chicago mostram valorização expressiva, tanto para março quanto para dezembro de 2026, com preços próximos das máximas do dia e indicando um impulso consistente de alta. Esse movimento é impulsionado pela recompra de posições por fundos, após a recente saída do trigo americano. Internacionalmente, o ritmo das exportações russas continua desacelerando, ao mesmo tempo em que os preços internos do cereal na Rússia recuam, adicionando camadas de complexidade ao mercado global.

A soja também registra elevação em Chicago, sustentada por fatores geopolíticos que influenciam o petróleo, apesar de fundamentos comerciais mais frágeis. As compras chinesas previstas para o ano foram cumpridas apenas parcialmente, em um contexto atribuído a razões políticas, com a soja americana se mantendo mais cara em comparação à oferta do Brasil e da Argentina. Essa dinâmica reflete tensões comerciais que podem ter implicações políticas mais amplas.

No mercado interno brasileiro, os preços da soja no Paraná apresentam estabilidade no dia, com pequenas altas no acumulado do mês, tanto no interior quanto no porto. Essa estabilidade ocorre em meio a um ambiente de menor liquidez, influenciado pela ausência de referência cambial, o que limita ajustes mais significativos nos preços domésticos.

Para o milho, as cotações avançam na CBOT, acompanhando o ambiente externo observado na soja e no trigo. No Brasil, os contratos futuros na B3 recuam, enquanto o mercado físico registra leve alta diária e ganho mensal. A falta de referência cambial continua a ser um fator limitante para movimentos mais amplos, destacando como eventos internacionais e geopolíticos repercutem diretamente nas economias agrícolas dependentes de exportações.

Essas variações nos mercados de grãos ilustram como tensões geopolíticas, incluindo flutuações no petróleo e desacelerações em exportações russas, podem influenciar preços globais e domésticos. Em um contexto de política internacional, tais movimentos reforçam a interconexão entre commodities agrícolas e estratégias comerciais de grandes potências, como China e Rússia, afetando produtores e consumidores em escala mundial.

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