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Mercado de boi gordo no Brasil mantém preços estáveis, mas oferta pressiona para baixa

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No dia 17 de outubro de 2025, o mercado do boi gordo no Brasil registrou negociações com preços estáveis a prazo, variando entre R$ 200/@ e R$ 245/@ em diversos estados. Analistas apontam um viés baixista devido à oferta de animais terminados superior à demanda. Frigoríficos mantiveram escalas de abate confortáveis, entre sete e oito dias úteis, enquanto compradores testaram o mercado com ofertas abaixo da referência.

Situação nos principais estados

Em São Paulo e outros estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Tocantins, Rio Grande do Sul, Paraná e Rondônia, os negócios foram realizados a prazo com estabilidade nos preços. Pecuaristas enfrentaram pressão de compradores que buscavam valores inferiores aos de referência. Essa dinâmica reflete o equilíbrio atual entre oferta e demanda no setor pecuário.

Análise de Fernando Henrique Iglesias

Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, destacou a confortável posição dos frigoríficos. Ele observou que a oferta de animais terminados continua superando a demanda. Compradores estão testando o mercado com propostas abaixo da média, o que contribui para o viés baixista.

Os frigoríficos seguem com escalas de abate confortáveis, posicionadas entre sete e oito dias úteis em média. A oferta de animais terminados continua se sobrepondo à demanda, com os compradores testando o mercado com ofertas de compra abaixo da referência média.

Demandas e preferências do consumidor

A demanda por carne bovina permanece em bom nível, embora os consumidores optem por proteínas mais acessíveis como carne de frango e suína. Apesar disso, a carne bovina continua sendo a preferida dos brasileiros, especialmente em períodos de maior poder de compra. Essa tendência influencia as negociações no mercado do boi gordo.

A demanda por carne bovina segue em bom nível, com o consumidor optando por proteínas mais acessíveis, como a carne de frango e a carne suína. No entanto, a carne bovina ainda é a preferida do brasileiro, especialmente em períodos de maior poder de compra.

Exportações e perspectivas

As exportações de carne bovina in natura atingiram uma média de 1.200 toneladas por dia útil na segunda semana de outubro de 2025. Esse volume contribui para o cenário de estabilidade, mas a oferta superior à demanda doméstica pressiona os preços para baixo. Analistas monitoram o impacto dessas exportações nas escalas de abate dos frigoríficos.

Implicações para o setor pecuário

O viés baixista no mercado do boi gordo pode afetar pecuaristas, que enfrentam negociações mais desafiadoras. Frigoríficos, com escalas confortáveis, mantêm vantagem nas barganhas. Em 2026, o setor observa se essa tendência persistirá, considerando fatores como variações na oferta e na demanda global por carne bovina.

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