Exportações de carne bovina batem recorde em 2025
As exportações brasileiras de carne bovina alcançaram um recorde histórico em 2025, com a China se consolidando como o principal destino. No entanto, medidas protecionistas chinesas, incluindo cotas e tarifas, já geram pressão na cadeia nacional de suprimentos em 2026. Esse cenário pode impactar os exportadores brasileiros e o setor pecuário como um todo.
Crescimento expressivo no ano anterior
Em 2025, o Brasil exportou 1,648 milhão de toneladas de carne bovina para a China, um aumento de 24,6% em relação a 2024. Esse volume representou o maior patamar já registrado, impulsionado pela produção recorde no país. Pesquisadores do Cepea destacam que o setor pecuário nacional operou em níveis elevados para atender à demanda externa.
Medidas protecionistas da China
Para 2026, o governo chinês estabeleceu uma cota de importação de 1,106 mil toneladas de carne bovina brasileira. Qualquer volume excedente estará sujeito a uma tarifa de 55%, o que eleva o preço médio para US$ 8,2 por quilo. Essas salvaguardas visam proteger a indústria local chinesa diante do influxo de produtos estrangeiros.
Possíveis impactos no ritmo de exportações
Se o ritmo de exportações de 2025 for mantido, a cota chinesa pode ser atingida entre junho e julho de 2026. Isso forçaria os exportadores brasileiros a buscarem alternativas, como diversificação de mercados ou redução no volume enviado à China. O setor pecuário nacional já sente a pressão, com potenciais ajustes na cadeia de produção.
Razões por trás do recorde e das cotas
A combinação de uma produção brasileira em patamar recorde com as medidas protecionistas chinesas explica o atual cenário. As cotas e tarifas são respostas a preocupações com o equilíbrio comercial e a autossuficiência alimentar na China. Exportadores brasileiros monitoram de perto essas dinâmicas para mitigar riscos.
Perspectivas para o setor em 2026
Com o ano de 2026 recém-iniciado, o setor pecuário nacional avalia estratégias para lidar com as restrições. A dependência da China como maior destino destaca a necessidade de expandir para outros mercados globais. Analistas do Cepea preveem que o preço elevado devido às tarifas pode influenciar negociações futuras.