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Exportações de café do Brasil caem no 1º semestre da safra 2025/26, aponta Cepea

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Menor oferta de arábica e redução dos embarques para os EUA impactam volumes, mas receita cresce com preços mais elevados

As exportações brasileiras de café registraram queda significativa no primeiro semestre da safra 2025/26 (julho a dezembro de 2025), segundo análise do Cepea com base em dados do Cecafé. O recuo foi influenciado, principalmente, pela oferta limitada de café arábica e pela redução dos embarques destinados aos Estados Unidos, ainda como reflexo das tarifas aplicadas ao produto brasileiro.

Volume exportado atinge menor patamar desde 2022/23

No acumulado dos seis primeiros meses da temporada, o Brasil embarcou 20,6 milhões de sacas de café arábica e robusta, volume 21,3% inferior ao registrado no mesmo período da safra anterior. De acordo com os pesquisadores, trata-se do menor desempenho para esse intervalo desde a safra 2022/23, evidenciando um cenário mais restritivo do lado da oferta.

Receita cresce apesar da queda nos embarques

Mesmo com a forte retração no volume exportado, a receita cambial do café brasileiro apresentou crescimento. Entre julho e dezembro de 2025, o faturamento das exportações somou US$ 8,05 bilhões, alta de 11,5% em relação ao mesmo período da safra passada. O avanço é atribuído à valorização dos preços internacionais, especialmente do café arábica, diante do equilíbrio mais apertado entre oferta e demanda global.

Alemanha lidera ranking de destinos do café brasileiro

Outro destaque do período foi a mudança no principal destino do café nacional. A Alemanha assumiu a liderança do ranking de importadores, posição que até então era ocupada pelos Estados Unidos. No primeiro semestre da safra 2025/26, os alemães importaram 3,01 milhões de sacas de café brasileiro, volume 951 mil sacas superior ao destinado ao mercado norte-americano.

Cenário exige atenção do setor cafeeiro

O desempenho das exportações reforça a necessidade de atenção dos produtores e exportadores brasileiros diante de um mercado internacional mais sensível a questões comerciais, climáticas e de oferta. Para o agronegócio do café, especialmente em regiões produtoras do Brasil, o desafio passa por equilibrar produtividade, qualidade e acesso aos principais mercados consumidores.


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