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Crédito rural sustentável cai 11% na safra 2024/25, aponta estudo

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Plantação de soja no Brasil representando queda de 11% no crédito rural sustentável na safra 2024/25, segundo estudo.

O crédito rural com potencial sustentável registrou uma queda de 11% no primeiro semestre da safra 2024/25, passando de R$ 15,3 bilhões para R$ 13,6 bilhões, segundo levantamento do Observatório do Crédito Rural da Spark Inteligência Estratégica. Essa redução contrasta com o crescimento de 5% no crédito rural total no mesmo período, de julho a dezembro de 2024. Produtores rurais, o governo federal e instituições financeiras estão envolvidos nesse cenário, que destaca desafios na promoção de práticas agrícolas mais ecológicas.

Detalhes da queda nos programas

O estudo aponta quedas acentuadas em linhas específicas de crédito sustentável. O programa ABC+ sofreu uma redução de 20%, enquanto o Pronaf Bioeconomia registrou uma diminuição de 45%. Apesar disso, alguns programas apresentaram crescimento, como o Pronamp Sustentável, com alta de 15%, e o Profloresta, que subiu 50%.

Esses dados revelam uma disparidade no acesso a financiamentos voltados para a sustentabilidade no setor agropecuário brasileiro. O Observatório do Crédito Rural monitora essas liberações para identificar tendências e gargalos no sistema financeiro rural.

Razões para a redução

A menor disponibilidade de recursos equalizados pelo Tesouro Nacional contribuiu para o declínio, elevando as taxas de juros e tornando essas linhas menos atrativas. Além disso, a concorrência com outras opções de crédito mais vantajosas desestimulou os produtores rurais a optarem por financiamentos sustentáveis.

A falta de incentivos e divulgação adequados também explica parte da queda. Muitos agricultores desconhecem os benefícios desses programas, o que limita sua adoção em larga escala.

Impactos e perspectivas

Isso indica que o crédito sustentável não está acompanhando o ritmo de crescimento do crédito rural como um todo.

A Spark Inteligência Estratégica enfatiza a necessidade de ações para reverter essa tendência. Com a pressão global por práticas agrícolas mais sustentáveis, o Brasil tem potencial para expandir esses financiamentos.

Há uma necessidade de maior incentivo e divulgação desses programas para que eles ganhem mais tração.

O governo federal e as instituições financeiras podem investir em campanhas de conscientização e ajustes nas políticas de equalização para tornar o crédito rural sustentável mais acessível. Essa abordagem poderia alinhar o setor agropecuário brasileiro com metas ambientais internacionais.

O potencial é enorme, especialmente com a crescente pressão global por práticas agrícolas mais sustentáveis.

Em resumo, embora o crédito rural total tenha crescido, a sustentabilidade ainda enfrenta obstáculos. Monitorar esses indicadores será crucial para fomentar um agronegócio mais verde no futuro.

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