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Câmara Setorial do Arroz debate crise e questiona Conab em evento no RS

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Campos de arroz no Rio Grande do Sul, representando debate sobre crise no setor arrozeiro e questionamentos à Conab.

A Câmara Setorial do Arroz se reunirá durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz para debater a crise no setor, questionar a metodologia da Conab e propor um estudo estratégico de longo prazo para a orizicultura brasileira. O evento ocorrerá na sede da Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão (RS), no dia 26 de fevereiro de 2026, terceiro dia do encontro que vai de 24 a 26 de fevereiro. Participarão orizicultores, representantes do setor produtivo, indústria, pesquisa, governo federal, Embrapa, Federarroz, Senar e Irga, com foco em alternativas práticas à crise econômica.

Contexto da reunião

A reunião aberta integra a programação da 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz. Ela visa abordar questões como preços mínimos e custos de produção divulgados pela Conab. Os debates buscam corrigir falhas metodológicas e planejar o futuro da orizicultura com horizonte de até 30 anos.

Henrique Dornelles, presidente da Câmara Setorial do Arroz, lidera as discussões. Ele enfatiza a necessidade de alinhar o setor a tendências globais. A iniciativa surge em meio a uma crise que afeta produtores e toda a cadeia produtiva.

Críticas à metodologia da Conab

Os participantes questionam a precisão dos dados da Conab sobre custos de produção. Essas informações influenciam decisões governamentais e impactam a leitura da situação financeira dos produtores. Correções são essenciais para evitar equívocos.

Os custos de produção divulgados pela Conab têm apresentado falhas metodológicas, tanto na coleta quanto na interpretação das informações junto aos produtores. Isso acaba gerando números imprecisos, que levam o governo a uma leitura equivocada da real situação financeira do produtor de arroz.

Henrique Dornelles, autor da declaração, destaca a importância de dados confiáveis. Ele argumenta que imprecisões prejudicam o setor. A reunião propõe ajustes para melhorar a coleta e análise de informações.

Propostas para o futuro da orizicultura

O grupo sugere um estudo estratégico envolvendo toda a cadeia produtiva. Esse plano visa fortalecer a região Sul, vocacionada para o arroz, sem prejuízos ao restante do Brasil. O foco está em manter a competitividade e sustentabilidade.

É de interesse do governo e do país manter essa região forte naquilo que ela tem de mais vocacionado, sem prejuízo ao restante do Brasil.

Além disso, Dornelles expressa otimismo com o estudo. Ele acredita que o trabalho ajudará a nortear o setor e reduzir crises recorrentes. O horizonte de 30 anos considera tendências globais e inovações.

Tenho muita esperança de que esse trabalho nos ajude a nortear o futuro da orizicultura brasileira e a diminuir os ‘incêndios’ que costumam ocorrer no setor.

Impactos esperados

A reunião pode gerar recomendações ao governo federal. Ela reforça a colaboração entre entidades como Embrapa e Irga. Os resultados devem contribuir para uma orizicultura mais resiliente no Brasil.

Com debates abertos, o evento promove transparência e engajamento. Produtores e indústria buscam soluções práticas. Essa abordagem coletiva pode mitigar a crise atual e preparar o setor para desafios futuros.

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