A Bayer anunciou na terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, um acordo de até US$ 7,25 bilhões para indenizar milhares de demandantes nos Estados Unidos que alegam ter desenvolvido linfoma não Hodgkin devido ao uso do herbicida Roundup, à base de glifosato. A proposta visa encerrar litígios que atormentam a empresa desde a aquisição da subsidiária Monsanto em 2018, sem que a Bayer admita qualquer culpa. O anúncio ocorreu na noite de terça-feira, e as ações da companhia caíram na quarta-feira seguinte, 18 de fevereiro de 2026.
Detalhes do acordo proposto
O acordo cria um fundo de indenização com pagamentos anuais que podem se estender por até 21 anos. Ele abrange tanto litígios atuais quanto futuros relacionados ao Roundup e ao glifosato. Para ser implementado, o plano exige uma adesão mínima dos demandantes e aprovação judicial nos Estados Unidos.
A Bayer enfatiza que o acordo não implica admissão de responsabilidade. Em vez disso, ele oferece um mecanismo para resolver as alegações de forma estruturada. Milhares de demandantes nos EUA afirmam que o herbicida causou câncer, especificamente linfoma não Hodgkin.
Contexto histórico dos litígios
Os problemas começaram após a aquisição da Monsanto pela Bayer em 2018, por US$ 63 bilhões. Desde então, a empresa enfrenta uma enxurrada de processos judiciais relacionados ao Roundup. Esses litígios alegam que o glifosato, ingrediente ativo do herbicida, é cancerígeno, embora agências regulatórias como a EPA nos EUA o considerem seguro quando usado corretamente.
A Suprema Corte dos Estados Unidos deve analisar um caso relacionado em abril de 2026. Essa análise pode influenciar o desfecho de outros processos. O acordo busca mitigar incertezas prolongadas que afetam a reputação e as finanças da Bayer.
Reações do mercado e de especialistas
As ações da Bayer caíram na quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, refletindo preocupações dos investidores com o custo do acordo. Analistas observam que o fundo de US$ 7,25 bilhões representa um passo significativo para a resolução, mas alertam para desafios.
A incerteza causada por litígios tem atormentado a empresa por anos, e esse acordo oferece à empresa um caminho para a resolução do problema.
disse Bill Anderson, CEO da Bayer.
Especialistas do banco JPMorgan destacaram potenciais obstáculos.
Ainda existem considerações a serem feitas, como a necessidade de aprovação judicial e a possibilidade de uma alta taxa de desistências.
comentaram os analistas. Apesar disso, o acordo pode proporcionar estabilidade à Bayer, permitindo foco em operações futuras.
Perspectivas futuras
Com o anúncio feito na noite de terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, a Bayer espera encerrar uma era de disputas legais. O fundo de indenização abrange demandantes afetados por suposto linfoma não Hodgkin ligado ao glifosato. Se aprovado, ele pode servir como modelo para resoluções semelhantes em outros setores.
A empresa continua a defender a segurança do Roundup, mas prioriza a resolução para evitar mais distrações. Investidores e demandantes aguardam a decisão judicial e a adesão ao acordo, que pode moldar o futuro da Bayer nos Estados Unidos.