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sexta-feira , 6 março 2026
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Setor de proteínas do Brasil busca rotas alternativas para exportações ao Oriente Médio

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Porto brasileiro com navios de carga e contêineres para exportação de proteínas ao Oriente Médio, em meio a tensões no Mar Vermelho.

O setor de proteína animal do Brasil está avaliando rotas alternativas para manter as exportações ao Oriente Médio em meio às crescentes tensões no Mar Vermelho. Com ataques dos houthis no Iêmen afetando o tráfego pelo Canal de Suez, empresas de carne bovina, frango e suína buscam soluções para evitar interrupções no fornecimento a mercados chave como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito. Essa estratégia visa mitigar o aumento de custos e prazos causados pelos desvios, garantindo a continuidade do fluxo comercial em 2026.

Desafios nas rotas tradicionais

As tensões atuais no Mar Vermelho, impulsionadas por conflitos no Iêmen, estão forçando navios a desviar das rotas tradicionais via Canal de Suez. Isso eleva os custos de frete e estende os prazos de entrega, impactando diretamente o setor de proteína animal brasileiro. Em 2025, as exportações de frango para a região ultrapassaram 500 mil toneladas, destacando a importância desse mercado para o Brasil.

Os importadores do Oriente Médio, especialmente aqueles que demandam produtos halal, representam uma fatia significativa das vendas externas do país. Sem alternativas viáveis, há risco de interrupções que poderiam afetar a competitividade brasileira no cenário global.

Estratégias de adaptação

Para contornar esses obstáculos, as empresas estão explorando rotas via Atlântico Sul, contornando o Cabo da Boa Esperança na África. Essa opção, embora mais longa, oferece uma alternativa segura aos perigos do Mar Vermelho. Além disso, o transporte aéreo é considerado para cargas urgentes, embora com custos mais elevados.

A diversificação de mercados também surge como uma medida preventiva, com o setor monitorando de perto a situação geopolítica. Parcerias com armadores são avaliadas para otimizar essas rotas alternativas e minimizar impactos nas exportações de proteína animal.

Posicionamento das associações e governo

Estamos monitorando a situação de perto e avaliando parcerias com armadores para rotas alternativas.

— Ricardo Santin, presidente da ABPA

O mercado halal é fundamental para nós, e não podemos arriscar interrupções.

— Antônio Jorge Camardelli, presidente da ABIEC

Estamos trabalhando para garantir a continuidade do fluxo comercial.

— Porta-voz do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Perspectivas para 2026

Com perspectivas de impactos contínuos em 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) colabora com o setor para assegurar a resiliência das exportações. A adoção de rotas alternativas não apenas mitiga riscos imediatos, mas também fortalece a posição do Brasil como fornecedor confiável de proteína animal no Oriente Médio. Especialistas preveem que essas adaptações possam influenciar positivamente a diversificação logística a longo prazo.

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