O Ministério da Agricultura está mapeando novos destinos para os setores mais afetados pela taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos. A pasta espera avanços diplomáticos entre Brasília e Washington para reverter a situação, mas reconhece que o tempo é curto para evitar impactos aos exportadores brasileiros.
A equipe internacional do ministério está focada em encontrar alternativas para produtos como suco de laranja, café, carne bovina, pescados e frutas, que serão inviabilizados a partir de 1º de agosto com a nova tarifa. A estratégia inclui promoção comercial em alguns países e negociações para abertura de mercados, reduções tarifárias ou habilitação de frigoríficos.
Para a carne bovina, o ministério intensificou negociações com o Vietnã para habilitar 15 frigoríficos. O mercado vietnamita foi aberto em março, com a JBS de Mozarlândia (GO) já exportando. O México também está na mira, com uma auditoria em setembro que pode aumentar em 45% o número de plantas habilitadas.
No caso do café, a China é uma opção para intensificar a promoção comercial, enquanto a Austrália é vista como um mercado com potencial de crescimento. Para o suco de laranja, o ministério busca uma equalização tarifária com a China e explora mercados no Oriente Médio e Índia, além da ratificação do acordo Mercosul-União Europeia.
Para frutas, a China é uma alternativa, com parte das exportações sendo redirecionadas para a Europa. Os pescados ainda precisam de novos destinos para reduzir a dependência dos EUA, onde 90% das exportações brasileiras são destinadas.