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sábado , 13 junho 2026
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Tarifas dos EUA sacodem exportações brasileiras e geram corrida por alternativas

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O governo norte-americano anunciou tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, somadas aos 10% já impostos em abril, resultando em uma sobretaxa total de 50%. No entanto, uma lista de exceções foi divulgada em 30 de julho, beneficiando setores como citrus, madeira, celulose, petróleo e aeronaves, enquanto itens como café, cacau, frutas, pescados e carne bovina ficaram de fora. Autoridades dos EUA esclareceram que mercadorias embarcadas até 5 de agosto e desembarcadas até 5 de outubro escapam da tarifa extra, o que provocou uma corrida entre exportadores para cumprir os prazos.

No setor de carne bovina, o impacto é preocupante: organizações como Abiec e Abrafrigo estimam perdas de 1 a 1,3 bilhão de dólares em vendas para os EUA. Antes das tarifas, o preço médio brasileiro era de cerca de US$ 6.100 por tonelada, mais competitivo que concorrentes como Austrália (US$ 7.169), Uruguai (US$ 6.951) e Argentina (US$ 6.733,70). Agora, com a sobretaxa, o Brasil chega a US$ 8.415 por tonelada, reduzindo sua atratividade e podendo pressionar a inflação nos EUA devido à dependência de importações.

Apesar dos desafios, negociações continuam, com apoio de importadores norte-americanos que veem dificuldades em substituir a carne brasileira. O Brasil, como único grande produtor capaz de atender múltiplos mercados simultaneamente, pode redirecionar exportações para a Ásia e a União Europeia se concorrentes priorizarem os EUA. O governo brasileiro respondeu com um pacote de ajuda para setores vulneráveis, como fruticultura e pescados, enquanto o setor de carnes mostra resiliência, com expectativas de recorde de embarques em 2025.

No mercado interno, os preços da arroba do boi gordo começam a se recuperar lentamente, indicando que o setor está assimilando o impacto e buscando expansão em novos mercados para mitigar as perdas.

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