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Governo prevê R$ 400 bilhões em infraestrutura até 2026 para impulsionar o Brasil

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O Governo do Brasil está empenhado em concluir, até 2026, a execução de aproximadamente R$ 400 bilhões em obras de rodovias, ferrovias e mobilidade urbana, marcando o que é considerado o maior ciclo de investimentos em infraestrutura da história recente do país. Essa meta foi reforçada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, durante uma entrevista ao programa A Voz do Brasil, na terça-feira (30). De acordo com o ministro, o progresso está diretamente associado ao modelo de parcerias com o setor privado, que tem acelerado a execução dos projetos e ampliado o número de concessões.

Nos últimos três anos, o governo realizou 22 leilões de concessão, quase quatro vezes mais do que os seis promovidos entre 2019 e 2022. A expectativa é alcançar um total de 36 leilões até o final de 2026. Renan Filho destacou que os contratos já firmados representam cerca de R$ 240 bilhões em novos investimentos, direcionados principalmente para a duplicação de rodovias, melhoria de acessos urbanos, travessias em cidades, iluminação e sinalização viária.

O ministro também enfatizou os avanços nas condições de trabalho para os caminhoneiros, com a implantação de pontos de parada e descanso. Até o momento, oito unidades foram entregues, e outras 30 devem ser concluídas ao longo de 2026. Para o próximo ano, estão previstos mais 14 leilões de concessão rodoviária, o que deve contribuir para encerrar o atual governo com aproximadamente R$ 400 bilhões contratados em infraestrutura rodoviária, consolidando um ciclo histórico de investimentos.

Além das concessões, Renan Filho enumerou obras executadas com recursos da União em diversas regiões do país, beneficiando capitais e o interior. Estados como Tocantins, Pará, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso estão entre os contemplados, com destaques para duplicações de rodovias federais, travessias urbanas, acessos a portos e a reconstrução de trechos afetados pelas enchentes no Sul.

No setor ferroviário, os investimentos também atingiram níveis elevados. O ministro citou a construção da Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), entre Goiás e Mato Grosso, os avanços na Transnordestina e a conclusão das obras da Ferrovia Norte-Sul. Juntas, apenas a Fico e a Transnordestina empregam cerca de 15 mil trabalhadores. Para 2026, novos leilões estão previstos, incluindo o Anel Ferroviário de São Paulo.

Renan Filho ressaltou o impacto desses investimentos na geração de emprego e renda, em um momento de forte crescimento do emprego no país, com aumento do salário médio e recordes nas exportações, o que demanda ampliação dos aportes em infraestrutura. Durante a entrevista, o ministro destacou ainda o lançamento do programa CNH do Brasil, que visa reduzir em até 80% o custo para obtenção da carteira de habilitação, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e promovendo a inclusão social.

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