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sexta-feira , 23 outubro 2026
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Boi gordo supera R$ 360 por arroba em SP com demanda chinesa aquecida

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Foto: Gilson Paulo Costa
Foto: Gilson Paulo Costa

O mercado do boi gordo no Brasil está registrando uma forte valorização, com negócios pontuais superando R$ 360 por arroba em Bofete, no interior de São Paulo, especialmente para o boi-China. Essa alta reflete uma disputa intensa entre frigoríficos por animais terminados, impulsionada pela oferta restrita e pela demanda externa aquecida, liderada pela China. Pecuaristas brasileiros, frigoríficos, exportadores e importadores chineses são os principais atores envolvidos nesse cenário dinâmico.

Disputa acirrada no mercado físico

Recentemente, no mercado físico atual, incluindo o período de Quaresma, os frigoríficos enfrentam escalas curtas de abate. Para garantir a boiada terminada, eles estão pagando prêmios em negociações pontuais acima das referências. Essa estratégia é essencial para manter as operações em meio à menor disponibilidade de animais.

Fatores que impulsionam a valorização

A retenção estratégica por parte dos pecuaristas contribui para a oferta restrita. Com boas pastagens disponíveis, eles optam por segurar os animais, aguardando melhores condições de venda. Essa dinâmica intensifica a pressão sobre os compradores.

Demanda externa como motor principal

A demanda internacional firme, especialmente da China, acelera as exportações brasileiras. Os importadores chineses buscam volumes maiores, o que aquece o mercado interno. Essa tendência reflete a necessidade da indústria de suprir compromissos externos.

Impactos no setor pecuário brasileiro

A valorização do boi gordo beneficia pecuaristas, que veem oportunidades de negociação mais vantajosas. No entanto, frigoríficos lidam com desafios para equilibrar custos e suprimentos. O cenário atual destaca a interdependência entre produção interna e mercados globais.

Perspectivas para o futuro próximo

Com o fim da Quaresma se aproximando, em 4 de abril de 2026, espera-se uma possível estabilização ou continuidade da alta, dependendo da oferta e da demanda. Analistas monitoram de perto as negociações em regiões como Bofete para prever tendências. A disputa por boi-China continua a ser um indicador chave do mercado.

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