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terça-feira , 19 maio 2026
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Plantio do trigo começa no Sul e preços seguem em alta no mercado brasileiro

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Produtores do Paraná mantêm cautela diante dos custos elevados, enquanto demanda pelo trigo nacional impulsiona cotações

O plantio do trigo já começou na Região Sul do Brasil, especialmente no Paraná, mas o ritmo das atividades no campo ainda segue abaixo do esperado para esta fase da safra. Ao mesmo tempo, os preços do cereal continuam em alta no mercado interno, sustentados pela oferta limitada e pela maior procura pelo trigo nacional.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do trigo reflete principalmente a retração dos vendedores, que seguram negociações esperando preços mais elevados. Além disso, compradores têm demonstrado preferência pelo produto brasileiro diante das dificuldades relacionadas à qualidade do trigo importado da Argentina.

Paraná registra ritmo lento de semeadura

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada até o início de maio. O percentual está abaixo dos 14% registrados no mesmo período de 2025 e também inferior à média dos últimos cinco anos.

No cenário nacional, a semeadura alcançava 9,9% da área prevista, indicando atraso em relação à safra passada. O ritmo lento preocupa produtores e agentes do setor, especialmente diante da janela ideal de plantio em algumas regiões produtoras.

Custos elevados reduzem atratividade da cultura

Mesmo com a recuperação recente nos preços pagos ao produtor, o Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná avalia que o cenário ainda não é suficiente para estimular maiores investimentos na cultura. Os altos custos de produção seguem pressionando a rentabilidade dos triticultores.

Com fertilizantes, defensivos e operações agrícolas ainda em patamares elevados, muitos produtores permanecem cautelosos quanto à ampliação da área cultivada. A tendência, segundo analistas, é de redução da área de trigo no estado nesta safra.

Oferta limitada sustenta mercado aquecido

Pesquisadores do Cepea destacam que a oferta remanescente da safra 2025 segue restrita, fator que contribui diretamente para a valorização das cotações no mercado doméstico. A preferência da indústria moageira pelo trigo nacional também fortalece os preços.

No Paraná, o indicador Cepea/Esalq registrou cotação de R$ 1.345,97 por tonelada, acumulando leve alta desde o início de maio. O cenário reforça a expectativa de um mercado firme para o cereal nas próximas semanas.

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