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terça-feira , 19 maio 2026
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El Niño ganha força e NOAA eleva para 82% a chance de formação do fenômeno em 2026

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Agência climática dos Estados Unidos alerta para risco de seca no Nordeste, altas temperaturas na Bahia e aumento de temporais no Sul do Brasil

A possibilidade de formação do fenôeno climático NOAA aumentou significativamente nos últimos dias. A agência norte-americana elevou de 61% para 82% a probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre os meses de maio e julho de 2026, acendendo um alerta para impactos climáticos em diversas regiões do Brasil, especialmente no Nordeste.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, condição que altera os padrões climáticos em diferentes partes do planeta. Segundo os dados divulgados pela NOAA, o aquecimento do Pacífico vem ocorrendo de forma acelerada, indicando um cenário de maior atenção para os próximos meses.

Bahia pode enfrentar seca e calor acima da média

Na Bahia e em grande parte do Nordeste brasileiro, os efeitos do El Niño costumam estar associados à redução das chuvas, aumento das temperaturas e maior risco de estiagens prolongadas. Caso o fenôeno se confirme, produtores rurais e o agronegócio baiano podem enfrentar desafios relacionados à disponibilidade hídrica, produtividade agrícola e manejo das lavouras.

Especialistas alertam que culturas dependentes de chuva regular podem ser diretamente afetadas, especialmente durante períodos críticos de desenvolvimento. Além disso, reservatórios e rios da região podem registrar redução nos níveis caso o padrão climático se intensifique ao longo do segundo semestre.

Sul do Brasil pode ter temporais intensos

Enquanto o Nordeste tende a enfrentar clima mais seco, o Sul do Brasil pode registrar o efeito contrário. Historicamente, anos de El Niño costumam provocar aumento das chuvas, tempestades severas e enchentes em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

As enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024 ocorreram sob influência do fenôeno, assim como a severa seca enfrentada pela Bahia entre 2015 e 2016 também coincidiu com um período de forte atuação do El Niño no Pacífico.

Chance de “Super El Niño” também aumenta

Outro dado que chamou atenção no relatório da NOAA foi o aumento da probabilidade de ocorrência de um “Super El Niño”. A chance passou de 25% para 37%, indicando possibilidade de impactos climáticos ainda mais intensos em diversas regiões do planeta.

Caso o fenôeno alcance grande intensidade, os efeitos podem incluir secas mais severas no Nordeste, ondas de calor, redução na umidade do solo e aumento da ocorrência de temporais extremos no Sul do Brasil.

Próximos meses serão decisivos

Meteorologistas destacam que os próximos meses serão fundamentais para confirmar a consolidação do fenôeno climático. O monitoramento das temperaturas do Oceano Pacífico e dos modelos climáticos internacionais continuará sendo acompanhado por institutos meteorológicos ao redor do mundo.

No Brasil, o setor agrícola acompanha com atenção as projeções, principalmente diante dos possíveis impactos sobre a produção de grãos, pecuária, abastecimento hídrico e geração de energia.

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