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quarta-feira , 6 maio 2026
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Preços da batata disparam no atacado com avanço do fim da safra das águas

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Queda no ritmo de colheita impulsiona valorização de até 39,8% e mantém expectativa de novas altas em maio

O mercado de batata registrou forte valorização na última semana de abril, refletindo a redução no ritmo de colheita da safra das águas. De acordo com levantamento do Cepea, a menor oferta nos principais entrepostos atacadistas elevou significativamente os preços da variedade ágata.

Redução da oferta impulsiona mercado

Entre os dias 20 e 24 de abril, a desaceleração da colheita, típica do encerramento da safra das águas, reduziu a disponibilidade do produto no mercado. Esse movimento gerou um desequilíbrio entre oferta e demanda, favorecendo a alta nas cotações.

A safra das águas, uma das principais do calendário produtivo da batata, está na fase final e deve ser encerrada ao longo de maio, limitando ainda mais a entrada de novos volumes no mercado.

Altas expressivas nos principais atacados

No atacado de São Paulo, os preços da batata especial tipo ágata alcançaram média de R$ 91,35 por saca de 25 kg, registrando forte alta de 39,8%. Em outras capitais, o cenário também foi de valorização expressiva.

No Rio de Janeiro, a média chegou a R$ 83,75 por saca, com aumento de 22,7%. Já em Belo Horizonte, os preços atingiram R$ 84,45 por saca, representando alta de 36,9% no período.

Entressafra sustenta valorização

O movimento de alta está diretamente ligado à transição entre safras. Com o fim da safra das águas e o início ainda distante da safra das secas, o mercado entra em um período de menor oferta, conhecido como entressafra.

Esse intervalo tende a sustentar os preços em níveis elevados, especialmente se não houver incremento significativo na oferta de outras regiões produtoras.

Expectativa de preços firmes em maio

Para as próximas semanas, a tendência é de manutenção dos preços em patamares elevados, com possibilidade de novas altas. O comportamento do mercado dependerá da velocidade de encerramento da safra atual e do início efetivo da próxima temporada.

Enquanto isso, a oferta restrita deve continuar sendo o principal fator de sustentação das cotações no mercado atacadista brasileiro.


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