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terça-feira , 19 maio 2026
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Safra de batata em Guarapuava perde produtividade após seca e avanço de pragas

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Queda no rendimento das lavouras do Paraná chega a 20%, mas clima mais ameno melhora qualidade dos tubérculos

A segunda etapa da safra das águas de batata em Guarapuava, no Paraná, segue em fase final de colheita, mas produtores enfrentam perdas expressivas de produtividade devido às condições climáticas adversas e ao avanço de pragas nas lavouras. Segundo levantamento do Cepea, cerca de 75% da colheita havia sido concluída até o fim de abril, com expectativa de alcançar 95% durante maio. Os 5% restantes devem ser finalizados na primeira quinzena de junho.

Desde fevereiro, quando teve início a segunda parte da safra na região, os rendimentos vêm apresentando queda gradual. A redução se intensificou a partir de meados de abril, cenário considerado típico para esta época do ano, mas agravado pelo clima quente e seco registrado principalmente em março. As condições favoreceram o aumento da incidência de mosca-minadora e, sobretudo, da larva-alfinete, considerada a principal responsável pelas perdas em diversas áreas produtoras.

Pragas e seca comprometem rendimento e qualidade

Além dos impactos na produtividade, as pragas também afetaram diretamente a qualidade comercial da batata. A larva-alfinete provocou perfurações nos tubérculos, enquanto problemas relacionados à pele, coloração, deformidades e menor calibre também foram observados nas lavouras.

Mesmo com predomínio de tempo seco, produtores relataram ainda casos de pinta-preta, possivelmente associados a chuvas concentradas e falhas no manejo de irrigação. Outro fator de preocupação foi a redução dos níveis dos reservatórios de água em Guarapuava, dificultando a irrigação adequada nesta reta final da safra.

Em algumas propriedades, especialmente áreas de sequeiro ou que utilizam sistemas menos eficientes, como irrigação por canhão, as plantas não conseguiram atingir o desenvolvimento ideal. De acordo com o Cepea, mesmo em áreas irrigadas, as altas temperaturas combinadas à baixa umidade limitaram o vigor das lavouras e impediram que o potencial produtivo fosse alcançado.

Produtividade cai, mas qualidade melhora com frio

A produtividade média da segunda parte da safra ficou cerca de 20% abaixo da registrada na primeira etapa. Quando analisado o período entre meados de abril até agora, o rendimento apresenta queda de 26%, alcançando média de 35 toneladas por hectare.

Apesar da redução produtiva, os produtores observam melhora gradual na qualidade da batata colhida desde o final de abril. A queda das temperaturas vem favorecendo a formação dos tubérculos, reduzindo problemas visuais e melhorando o padrão comercial da produção.

A previsão de temperaturas ainda mais baixas entre os dias 9 e 15 de maio reforça a expectativa de manutenção da qualidade das batatas nas próximas semanas, trazendo alívio parcial aos produtores da principal região bataticultora do Paraná.

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