A oferta de bovinos para abate se manteve confortável nesta quinta-feira (11/9), com parte dos compradores relatando escalas de abate mais alongadas, de acordo com a Scot Consultoria. Esse panorama resultou em uma desaceleração nas negociações, à medida que os compradores aguardam maior clareza sobre o desempenho do consumo de carne bovina ao longo da semana.
Diante desse cenário, foram testadas ofertas abaixo das referências de mercado, mas essas tentativas tiveram pouca efetividade até o momento. Como resultado, o preço do boi gordo permaneceu estável em comparação ao dia anterior, em todas as 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria.
Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), que servem como referências para o mercado, a cotação média continuou em R$ 312 por arroba para pagamentos a prazo, conforme informado pela Scot Consultoria. No estado de São Paulo, as escalas de abate estão, em média, programadas para 11 dias, o que contribui para a manutenção dos preços.
Os valores do boi gordo em São Paulo têm oscilado principalmente entre R$ 310 e R$ 315, com alguns negócios alcançando até R$ 320, segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Essa estabilidade é atribuída ao preenchimento das escalas de abate com animais provenientes de contratos ou de gado próprio dos frigoríficos.
Essa dependência de fontes internas reduz a necessidade de compras no mercado spot, onde os pecuaristas negociam apenas lotes pequenos. Consequentemente, a liquidez no mercado tem se mantido relativamente baixa, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda que não pressiona por variações significativas nos preços.
De modo geral, o cenário aponta para uma continuidade da estabilidade, com os agentes do mercado monitorando de perto os indicadores de consumo para ajustes futuros.