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sábado , 25 abril 2026
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Arroba do boi gordo inicia outubro com alta e sinaliza recordes em meio a demanda interna e exportações

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O mercado do boi gordo começou outubro com indicativos de recuperação, impulsionado por uma combinação de consumo interno aquecido, salários na economia e exportações firmes. Consultorias como Safras & Mercado, Scot Consultoria e Agrifatto apontam para um cenário positivo, com ajustes nas cotações que podem levar a novos recordes de preço para a arroba nas próximas semanas. Após meses de oscilações, a menor oferta de animais e a retração dos pecuaristas nas vendas estão criando espaço para valorizações, especialmente com o pagamento de salários que tradicionalmente estimula o consumo ao longo da cadeia produtiva.

No mercado físico, São Paulo, referência nacional, registrou alta na arroba do boi gordo, alcançando R$ 303 no prazo bruto, conforme a Scot Consultoria. A novilha gorda subiu para R$ 292, enquanto a vaca gorda manteve-se em R$ 280 e o boi-China em R$ 307. Em Mato Grosso, as pastagens em recuperação devem reduzir a pressão de oferta, fortalecendo o movimento de alta. Já em Mato Grosso do Sul, negociações pontuais chegaram a R$ 320, refletindo a demanda das indústrias locais em um contexto de menor disponibilidade de animais terminados.

Em outros estados, o cenário é de estabilidade com viés positivo: Goiás a R$ 290, Minas Gerais a R$ 289,41, Mato Grosso a R$ 293,38 e Mato Grosso do Sul destacando-se com os valores mais elevados. Analistas observam que a recuperação das pastagens com o retorno das chuvas deve diminuir a oferta nas regiões centrais, ampliando as margens de negociação para os produtores e sustentando a trajetória ascendente dos preços.

No atacado, a valorização é expressiva, puxada pelo consumo doméstico. O quarto traseiro subiu para R$ 25 por quilo, com alta de R$ 2, o quarto dianteiro para R$ 17,50 com aumento de R$ 0,50, e a ponta de agulha manteve-se estável em R$ 16,50. Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, destaca que o ambiente sugere continuidade da alta no curto prazo, motivada pela reposição na cadeia produtiva com a entrada dos salários, reforçando o último trimestre como período favorável para a pecuária.

As exportações de carne bovina in natura mantêm níveis recordes, equilibrando a oferta interna e apoiando os preços, segundo a Agrifatto. Na B3, o contrato de dezembro de 2025 fechou a R$ 324,45, com alta de 0,43%, sinalizando confiança. O dólar a R$ 5,32, com queda de 0,30%, favorece a competitividade das exportações. Com chuvas e pastagens se recuperando, a expectativa é de preços testando R$ 320 até o fim de outubro, apoiados por demanda sazonal, exportações para China e Oriente Médio, e menor oferta de animais.

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