A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 1,5 bilhão na segunda semana de dezembro de 2025, impulsionado por exportações que somaram US$ 6,9 bilhões e importações de US$ 5,5 bilhões. Esses números resultaram em uma corrente de comércio total de US$ 12,4 bilhões, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete um momento de dinamismo na economia externa do país, com o setor exportador demonstrando robustez em meio a desafios globais.
No acumulado do mês de dezembro, as exportações alcançaram US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 11 bilhões, gerando um saldo positivo de US$ 3,3 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 25,2 bilhões. Esses indicadores apontam para uma tendência de fortalecimento da posição comercial brasileira, que tem sido crucial para o equilíbrio das contas externas. O superávit mensal contribui para a estabilidade econômica, influenciando políticas fiscais e monetárias do governo federal.
Olhando para o panorama anual, o Brasil acumula exportações de US$ 332,1 bilhões e importações de US$ 271 bilhões, resultando em um superávit de US$ 61,1 bilhões e um fluxo comercial total de US$ 603 bilhões. Esse desempenho anual destaca a resiliência da economia brasileira, especialmente em um contexto de variações cambiais e pressões internacionais. O superávit comercial tem sido um pilar para o governo na manutenção de reservas internacionais e no enfrentamento de déficits em outras áreas.
Na comparação das médias diárias até a segunda semana de dezembro de 2025 com o mesmo período de 2024, as exportações cresceram 20,4%, as importações avançaram 13,9% e a corrente de comércio registrou alta de 17,5%, com média diária de US$ 2,52 bilhões. Essa expansão reflete um maior dinamismo no comércio exterior, impulsionado por fatores como a competitividade de produtos brasileiros no mercado global. O crescimento das exportações supera o das importações, o que reforça a capacidade do país de gerar divisas.
Do lado exportador, o setor agropecuário foi o destaque, com crescimento de 41,1% na média diária em relação ao ano anterior, seguido pela indústria extrativa, que avançou 52%, e pela indústria de transformação, com alta de 5%. Nas importações, todos os setores registraram aumentos: 12,6% na agropecuária, 28,9% na indústria extrativa e 13,6% nos produtos da indústria de transformação. Esses dados sublinham o papel central do agronegócio na sustentação do superávit comercial, especialmente no final do ano, em um cenário de expansão do fluxo comercial e maior vitalidade das exportações.