A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Tatiana Prazeres, afirmou que o Mercosul está pronto para assinar o acordo com a União Europeia, mas não permanece inativo. Em uma postagem no LinkedIn, ela destacou o dinamismo do bloco sul-americano após a Cúpula em Foz do Iguaçu, onde a assinatura era esperada, mas não ocorreu.
Nos últimos anos, o Mercosul firmou acordos com Singapura e com países da EFTA, além de avançar em negociações com parceiros como Emirados Árabes Unidos, Índia, Vietnã, Indonésia, Japão, Panamá e Equador. Essa expansão reflete uma estratégia ativa de inserção internacional, independentemente das pendências com a UE.
A expectativa brasileira era de que o tratado fosse ratificado durante a Cúpula do Mercosul em Foz do Iguaçu, no Paraná. No entanto, resistências de nações como França e Itália, somadas a protestos de agricultores em Bruxelas, capital da Bélgica, impediram o avanço imediato.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou ter recebido uma carta de lideranças da União Europeia, com previsão de assinatura em janeiro. Ele enfatizou a necessidade de vontade política e coragem por parte do bloco europeu para concretizar o acordo.
A Cúpula também marcou a transferência da presidência pro tempore do Mercosul do Brasil para o Paraguai, sinalizando continuidade nas agendas regionais.
Tatiana Prazeres descreveu a negociação entre os blocos como uma maratona em seus metros finais, avaliando-a como um arranjo “ganha-ganha” no âmbito econômico e comercial. O acordo uniria áreas com um Produto Interno Bruto combinado de US$ 22 trilhões.
Ela concluiu pedindo que a UE reconheça a importância histórica e estratégica do tratado no contexto global atual, afirmando que os blocos nunca estiveram tão próximos de uma conclusão.