Expectativa de safra elevada, demanda interna limitada e valorização do real pressionam os preços da oleaginosa no Brasil
Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em baixa no mercado brasileiro, mantendo um cenário de enfraquecimento das cotações. Segundo análise do Cepea, a desvalorização da oleaginosa está diretamente relacionada às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à fraca demanda doméstica e ao movimento de valorização do real frente ao dólar.
De acordo com os pesquisadores, o câmbio mais apreciado reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Esse fator afastou parte dos compradores externos, que passaram a priorizar a soja norte-americana, limitando as oportunidades de exportação e pressionando ainda mais os preços internos.
Avanço da colheita e atenção às condições climáticas
No campo, a colheita da soja avança gradualmente nas principais regiões produtoras do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea alertam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, especialmente em lavouras semeadas mais tardiamente, o que mantém produtores em estado de atenção.
As previsões climáticas indicam a possibilidade de chuvas mais abrangentes nos próximos dias. Caso se confirmem, essas precipitações podem contribuir para a recuperação do balanço hídrico e trazer alívio às lavouras, reduzindo riscos ao potencial produtivo da safra.
Mato Grosso lidera ritmo dos trabalhos
Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro, desempenho superior aos 3,2% registrados no mesmo período da safra anterior. Mato Grosso segue à frente dos trabalhos, com 19,7% da área colhida, avanço significativo em relação aos 3,6% observados há um ano.
O mercado segue atento à evolução da colheita, ao comportamento do clima e às condições do mercado internacional, fatores que devem continuar influenciando a formação dos preços da soja nas próximas semanas.
Fonte: Cepea
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