O maior portal de notícias do agro brasileiro.
segunda-feira , 8 junho 2026
Início Agricultura STF suspende julgamento de lei que restringe compra de terras por estrangeiros
AgriculturaBrasilEconomia

STF suspende julgamento de lei que restringe compra de terras por estrangeiros

104
Campos agrícolas no Brasil representando debate sobre compra de terras por estrangeiros, com placar no STF pela inconstitucionalidade.

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, na quinta-feira, 5 de março de 2026, o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei 5.709/1971, que restringe a compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro. Com placar parcial de 3 a 1 pela inconstitucionalidade, o processo foi interrompido por pedido de vista do ministro André Mendonça. A retomada está prevista para quarta-feira, 11 de março de 2026.

Detalhes do julgamento

O julgamento ocorreu no plenário do STF e envolveu discussões sobre a validade da lei editada durante a ditadura militar. O relator, ministro Nunes Marques, votou pela inconstitucionalidade, argumentando que a norma fere princípios de isonomia. A análise foi pausada após votos de outros ministros, destacando divergências sobre soberania nacional e atração de investimentos estrangeiros.

Votos dos ministros

O ministro Alexandre de Moraes divergiu do relator, defendendo a constitucionalidade da Lei 5.709/1971 para proteger a soberania nacional. Já os ministros Edson Fachin e Roberto Barroso acompanharam o voto de Nunes Marques, inclinando o placar para 3 a 1 pela inconstitucionalidade. O pedido de vista de André Mendonça adiou a conclusão do caso.

Contexto histórico da lei

A Lei 5.709/1971 foi promulgada em 1971, durante o regime militar, com o objetivo de restringir a aquisição de terras rurais por empresas controladas por capital estrangeiro. A norma visa preservar a soberania nacional sobre recursos territoriais. No entanto, ela é questionada por supostamente violar a isonomia e dificultar investimentos estrangeiros no setor agropecuário.

Partes envolvidas no processo

A ação envolve a Sociedade Rural Brasileira (SRB), que contesta a lei, e a Advocacia-Geral da União (AGU), que defende sua validade. Os ministros Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Roberto Barroso participaram ativamente dos debates. O STF analisa o tema para definir se a restrição é compatível com a Constituição Federal.

Possíveis implicações

Caso declarada inconstitucional, a lei poderia abrir o mercado de terras rurais para maior participação de empresas com capital estrangeiro, potencialmente impulsionando investimentos no agronegócio brasileiro. Por outro lado, a manutenção da norma reforçaria mecanismos de proteção à soberania territorial. A decisão final do STF influenciará o marco regulatório para aquisições fundiárias no país.

Próximos passos

A retomada do julgamento está agendada para 11 de março de 2026, quando o ministro André Mendonça apresentará seu voto após análise mais aprofundada. Outros ministros poderão se manifestar, e o plenário decidirá o desfecho. O caso reflete tensões entre abertura econômica e preservação de interesses nacionais no setor rural.

Relacionadas

Bahia bate recorde na safra 2025/26 de soja com produtividade histórica de 71 sacas por hectare

Produção recorde fortalece o agronegócio baiano, impulsiona exportações e consolida o Oeste...

BASF leva experiência do agro ao São Paulo Innovation Week e aposta em 30 lançamentos até 2035

Empresa destaca inovação no agronegócio brasileiro como resposta às incertezas climáticas, econômicas...

Agronegócio fortalece imagem do Brasil no exterior e ganha destaque em pesquisa internacional

Estudo da consultoria OnStrategy aponta o agro como um dos principais pilares...

Oeste baiano concentra sete das cidades mais irrigadas do Brasil e reforça força do agronegócio no Matopiba

Expansão da irrigação impulsiona produção agrícola na Bahia e consolida região como...