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sexta-feira , 24 abril 2026
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Queda no preço do café pressiona mercado e robusta atinge menor valor em mais de um ano

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Avanço da colheita e volatilidade global derrubam cotações do robusta e do arábica em abril no Brasil


O mercado de café no Brasil registra forte volatilidade em abril de 2026, com predominância de queda nos preços, especialmente para a variedade robusta. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a pressão está ligada ao avanço da colheita e a fatores externos, como o cenário geopolítico e cambial, que seguem influenciando as negociações.

Robusta atinge menor nível desde 2024

Na parcial de abril, entre os dias 1º e 20, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, com retirada no Espírito Santo, registrou média de R$ 903,90 por saca de 60 kg. Em termos reais, esse é o menor valor desde março de 2024, quando a média foi de R$ 892,73 por saca.

Na comparação com março de 2026, a retração é de 11,55%, evidenciando uma pressão significativa sobre os preços da variedade, amplamente utilizada pela indústria de café solúvel e blends.

Colheita intensifica pressão sobre preços

O principal fator de baixa tem sido o avanço da colheita do robusta, que já começa a ganhar ritmo em diversas regiões produtoras. Com maior oferta disponível no mercado, compradores conseguem negociar com mais poder, pressionando as cotações.

Esse movimento é típico do período de safra, quando o aumento da disponibilidade do produto tende a gerar ajustes negativos nos preços, principalmente no curto prazo.

Arábica também recua no mês

O café arábica segue a mesma tendência de queda, embora de forma mais moderada. O Indicador CEPEA/ESALQ para o tipo 6, bebida dura para melhor, posto na capital paulista, apresentou média de R$ 1.824,91 por saca de 60 kg na parcial de abril.

O valor representa recuo de 4,6% em relação a março de 2026, sendo também o menor patamar desde julho de 2025, período marcado pelo pico da safra nacional.

Volatilidade externa influencia mercado

Além da colheita, o mercado de café tem sido impactado por fatores externos. Oscilações cambiais e tensões geopolíticas globais aumentam a incerteza entre os agentes, contribuindo para movimentos mais bruscos nas cotações.

Para exportadores, o câmbio segue sendo um fator-chave, enquanto compradores monitoram o cenário internacional para definir estratégias de aquisição.

Perspectivas para o setor cafeeiro

O comportamento dos preços nos próximos meses dependerá do ritmo da colheita, da qualidade da safra e das condições do mercado internacional. Apesar da queda no curto prazo, o setor segue atento à demanda global, que continua sendo determinante para a sustentação dos preços no médio e longo prazo.


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