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Agronegócio brasileiro pressiona por suspensão de importações de pescado do Vietnã

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CNA alerta para riscos sanitários e reforça pedido de restrição ao Equador para proteger a aquicultura nacional

Representantes do agronegócio brasileiro intensificaram a pressão por medidas sanitárias mais rigorosas no setor aquícola. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Agricultura a suspensão das importações de pescado provenientes do Vietnã, além da manutenção das restrições já aplicadas ao Equador.

Risco sanitário mobiliza setor aquícola

Segundo a CNA, a solicitação tem caráter preventivo e visa proteger a aquicultura brasileira de possíveis ameaças sanitárias externas. A entidade aponta a existência de evidências científicas sobre a presença de doenças relevantes nesses países, sem a devida notificação à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que levanta preocupações sobre a transparência e confiabilidade dos sistemas de vigilância sanitária.

Entre os principais riscos citados está o vírus da tilápia do lago (TiLV), identificado no Vietnã, além da Doença da Necrose Hepatopancreática Aguda (AHPND), registrada no Equador.

Impactos potenciais na produção brasileira

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Francisco Farina, essas enfermidades apresentam alto potencial de impacto produtivo, com elevadas taxas de mortalidade e prejuízos econômicos significativos.

A eventual entrada desses agentes no Brasil poderia comprometer toda a cadeia produtiva da aquicultura, afetando desde pequenos produtores até grandes operações comerciais, com reflexos diretos na oferta de pescado e nos preços internos.

Falta de protocolos preocupa especialistas

Outro ponto destacado pela entidade é a ausência de planos de contingência robustos e protocolos consolidados para prevenção, controle e erradicação dessas doenças em caso de introdução no país.

Esse cenário, segundo a CNA, reforça a necessidade de adoção de medidas mais rigorosas até que existam garantias técnicas suficientes para mitigar os riscos sanitários.

Medida não visa barrar comércio internacional

Apesar do pedido, a CNA ressalta que a proposta não tem como objetivo restringir o comércio internacional, mas sim assegurar que ele ocorra sob padrões sanitários equivalentes aos exigidos dos produtores brasileiros.

A decisão agora está nas mãos do Ministério da Agricultura, que deverá avaliar critérios técnicos e estratégicos antes de definir se acata ou não a recomendação do setor.

Reflexos no agronegócio da Bahia e do Brasil

No contexto do agronegócio da Bahia e do Brasil, a possível suspensão das importações pode fortalecer a produção nacional de pescado, estimulando investimentos e ampliando a competitividade interna.

Por outro lado, especialistas apontam que eventuais restrições também podem impactar o abastecimento e os preços no curto prazo, especialmente em regiões dependentes de pescado importado.


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