O mês de junho foi marcado pela primeira queda no preço dos alimentos em 9 meses, contribuindo para a redução da inflação oficial para 0,24%. No entanto, a conta de luz subiu devido à bandeira vermelha, pressionando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conforme dados divulgados pelo IBGE.
Em junho do ano passado, a inflação foi de 0,21%. Desde fevereiro de 2025, o IPCA tem apresentado uma desaceleração contínua, com taxas de 1,31% em fevereiro, 0,56% em março, 0,43% em abril, 0,26% em maio e 0,24% em junho. Apesar da queda mensal, o acumulado dos últimos 12 meses é de 5,35%, acima do teto da meta do governo de 4,5%.
Dos nove grupos de produtos pesquisados pelo IBGE, apenas alimentos e bebidas registraram queda (0,18%). A alimentação no domicílio caiu de 0,02% em maio para -0,43% em junho, com destaque para a redução nos preços de ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a boa safra atual aumentou a oferta de alimentos, justificando a queda nos preços.
A energia elétrica, com aumento de 2,96%, foi o principal fator de pressão sobre o IPCA, devido à bandeira vermelha patamar 1, que adiciona R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Além disso, reajustes nas tarifas de luz em cidades como Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba e Rio de Janeiro contribuíram para essa alta.
O grupo de transportes também teve alta de 0,27%, com destaque para o aumento no transporte por aplicativo (13,77%), embora os combustíveis tenham caído 0,42%. A difusão do IPCA foi de 54%, indicando que 54% dos 377 itens pesquisados tiveram aumento de preço.