No Brasil, o clima instável previsto para 2026 aumenta o risco de infestação pela larva-alfinete na cultura do tomate, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Produtores enfrentam desafios com a irregularidade das chuvas, que favorece a praga Diabrotica speciosa, podendo comprometer a produtividade. Apesar disso, a produção de tomate é projetada para se manter em cerca de 4,7 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE, CEPEA/Esalq e ABCSEM.
Riscos elevados pela variabilidade climática
A variabilidade climática em 2026, marcada por chuvas irregulares, cria condições ideais para o desenvolvimento da larva-alfinete. Essa praga ataca o sistema radicular das plantas de tomate de forma subterrânea, perfurando as raízes e comprometendo a absorção de água e nutrientes. Como resultado, as plantas sofrem murchamento e redução no vigor, o que facilita a entrada de patógenos e diminui a produtividade geral.
Impacto na produção brasileira de tomate
Produtores de tomate brasileiros, concentrados nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, precisam se preparar para esses desafios. O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) alerta para a necessidade de medidas preventivas. Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, destaca a importância de monitorar o solo desde o preparo inicial para mitigar os danos.
Mecanismo de ataque da praga
A larva-alfinete permanece no solo durante a fase larval e se alimenta das raízes, provocando perfurações que afetam o funcionamento fisiológico do tomateiro e resultam em redução de produtividade. O ataque ocorre de forma subterrânea, o que dificulta a identificação inicial do problema e permite a progressão dos danos antes da manifestação de sintomas visíveis na parte aérea, como murchamento e queda no vigor das plantas.
Essa descrição de Fábio Kagi ilustra como a praga opera de maneira discreta, tornando o controle mais complexo.
Recomendações para controle preventivo
Especialistas recomendam o monitoramento constante do solo, o uso de mudas tratadas e o controle adequado da umidade para combater a infestação. Essas práticas ajudam a preservar a integridade do sistema radicular das plantas. Além disso, o controle preventivo é essencial em um cenário de maior variabilidade climática, conforme enfatiza o Sindiveg.
O controle preventivo é necessário para manter a integridade do sistema radicular e assegurar a continuidade da produção em um cenário de maior variabilidade climática.
Com essas estratégias, produtores podem minimizar perdas e sustentar a produção projetada para 2026.
Perspectivas para o setor
A manutenção da produção em cerca de 4,7 milhões de toneladas depende da adoção dessas medidas preventivas pelos produtores. O clima instável reforça a necessidade de adaptação às mudanças climáticas na agricultura brasileira. Assim, o setor de tomate pode enfrentar o risco da larva-alfinete com planejamento adequado, garantindo a estabilidade da cadeia produtiva.