Em Urubici, na Serra Catarinense, o produtor Leandro Schmitz descartou cerca de 50 toneladas de ameixa devido à falta de compradores, resultando em um prejuízo superior a R$ 100 mil. A colheita ocorreu entre janeiro e março de 2026, e o descarte aconteceu nas semanas anteriores a 4 de abril de 2026. O caso ganhou repercussão após um vídeo viral nas redes sociais, destacando os desafios enfrentados por agricultores da região.
O descarte da produção
Após colher as frutas, Schmitz as armazenou em câmaras frias por 40 a 50 dias na esperança de encontrar mercado. Sem sucesso, ele optou por descartar a produção no chão e disponibilizar parte para doações. Outros agricultores da Serra Catarinense relataram situações semelhantes, agravando o impacto econômico local.
O vídeo gravado pelo produtor mostra pilhas de ameixas espalhadas, ilustrando a magnitude do desperdício. Essa medida extrema reflete a ausência de opções viáveis para escoar a safra, afetando diretamente a renda das famílias rurais.
Causas da falta de demanda
A principal razão apontada é a saturação do mercado por frutas concorrentes, como maçã e pitaya, que competem pelo espaço nas gôndolas. Além disso, a ausência de indústrias processadoras para frutas fora do padrão comercial limita as alternativas de venda. Uma possível queda no poder de compra dos consumidores também contribui para o cenário desfavorável.
Esses fatores combinados criam um desequilíbrio entre oferta e demanda, deixando produtores como Schmitz sem saídas lucrativas. A região, conhecida por sua produção agrícola, enfrenta desafios crescentes para manter a sustentabilidade econômica.
Impacto nos produtores
O prejuízo financeiro ultrapassa R$ 100 mil apenas para Schmitz, mas o problema se estende a outros agricultores da área. Essa perda não afeta apenas os lucros imediatos, mas também investimentos futuros em plantações e equipamentos. A situação destaca a vulnerabilidade do setor agrícola a flutuações de mercado.
Cinquenta toneladas de ameixa fora porque não tem comércio. Quem quiser vir pegar, pode vir.
A declaração de Leandro Schmitz no vídeo viral resume a frustração e o apelo por soluções. Enquanto isso, a doação parcial busca minimizar o desperdício, convidando a comunidade a recolher as frutas ainda utilizáveis.
Repercussão e perspectivas
O vídeo rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando debates sobre políticas agrícolas e apoio ao produtor rural. Autoridades locais e associações de agricultores podem buscar medidas para mitigar esses impactos, como incentivos para processamento industrial ou estratégias de marketing para frutas regionais. No contexto de 4 de abril de 2026, o caso serve como alerta para a necessidade de diversificação e planejamento no agronegócio catarinense.