Demanda enfraquecida pressiona cotações, enquanto oferta limitada mantém mercado sustentado
O mercado de melancia encerrou abril com queda nos preços em diversas regiões produtoras do Brasil. Segundo levantamento do Cepea, a retração nas cotações está ligada principalmente à diminuição da demanda, típica do fim de mês e influenciada por fatores sazonais.
Demanda menor impacta vendas
Entre os dias 27 e 30 de abril, a procura pela fruta diminuiu, refletindo o período de menor poder de compra do consumidor. O feriado do Dia do Trabalhador e a queda nas temperaturas no Sudeste também contribuíram para reduzir o consumo.
Esse cenário levou à interrupção do ciclo de altas observado nas semanas anteriores, resultando em recuo nos preços.
Oferta restrita sustenta patamares elevados
Apesar da queda recente, as cotações ainda permanecem acima de R$ 2,00/kg em campo. Isso se deve à oferta nacional limitada, consequência do encerramento da safra 2025/26 em Teixeira de Freitas e da fase final da safra paulista.
Com menor disponibilidade de fruta no mercado, os preços encontram sustentação, mesmo diante de uma demanda mais fraca.
Uruana lidera abastecimento nacional
Atualmente, Uruana se consolida como a principal praça de abastecimento da melancia no País. Na região, a fruta graúda (acima de 12 kg) foi comercializada a R$ 2,36/kg, registrando queda de 7,10% frente à semana anterior.
Já nas regiões produtoras de São Paulo, os preços recuaram 10%, com a melancia sendo negociada a R$ 2,22/kg.
Expectativa de recuperação com início de maio
Para a próxima semana, a tendência é de recuperação das cotações. A oferta deve seguir controlada, enquanto o início do mês — marcado pela entrada de salários — tende a estimular o consumo.
Esse cenário pode favorecer a retomada do equilíbrio entre oferta e demanda, sustentando ou até elevando os preços da fruta no mercado nacional.