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quarta-feira , 6 maio 2026
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Preços da manga seguem pressionados no Vale do São Francisco com avanço da oferta

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Dificuldades na exportação e problemas de qualidade derrubam cotações, mas mercado pode reagir em maio

O mercado de manga encerrou abril com preços em baixa no Vale do São Francisco, principal polo produtor do País. Segundo dados do Cepea, o aumento da oferta aliado às dificuldades no mercado externo pressionou as cotações, especialmente da variedade palmer.

Exportações mais lentas ampliam oferta interna

Entre os dias 27 e 30 de abril, o ritmo mais fraco das exportações contribuiu para elevar a disponibilidade de manga no mercado interno. Parte desse cenário está relacionada a entraves logísticos e à menor competitividade da fruta brasileira no exterior no período.

Com isso, volumes que seriam destinados ao mercado internacional foram redirecionados ao consumo interno, aumentando a pressão sobre os preços.

Problemas de qualidade impactam a palmer

A manga palmer foi a mais afetada no período, com queda de 7% nas cotações, sendo negociada a R$ 1,69/kg no Vale. Segundo agentes do setor, uma parcela significativa da produção apresentou incidência de antracnose, doença que compromete a qualidade e dificulta a exportação.

Esse fator reduziu o valor agregado da fruta e ampliou a oferta no mercado doméstico.

Tommy tem recuo mais moderado

Para a variedade tommy, o cenário foi de maior estabilidade relativa. Apesar de também enfrentar desafios de qualidade e menor ritmo de exportação, a oferta mais controlada limitou quedas mais acentuadas.

No Vale do São Francisco, a tommy foi comercializada a R$ 1,75/kg, com leve recuo de 4% frente à semana anterior.

Expectativa de recuperação com início de maio

Para as próximas semanas, a perspectiva é de recuperação gradual das cotações, impulsionada pela retomada da demanda com o início do mês. Tradicionalmente, o consumo tende a aumentar a partir do quinto dia útil, favorecendo o escoamento da produção.

Além disso, uma eventual melhora na qualidade dos frutos pode contribuir para valorizações, já que não há expectativa de aumento significativo na oferta no curto prazo.


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