O mercado pecuário brasileiro encerrou a terça-feira, 19 de agosto, com uma liquidez considerada relativamente boa em diversas praças, de acordo com informações divulgadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Os frigoríficos demonstraram interesse em completar suas escalas de abate, o que resultou em negociações majoritariamente a preços estáveis, refletindo um equilíbrio entre oferta e demanda no setor.
De acordo com o monitoramento realizado pela Scot Consultoria, que abrange 32 regiões pecuárias no país, 21 delas registraram estabilidade nos preços oferecidos pelo boi gordo. Em contrapartida, 10 praças apresentaram altas nos valores, enquanto apenas uma região, o sudoeste de Mato Grosso, anotou uma queda, destacando variações pontuais em meio ao cenário geral de calmaria.
Nas praças de referência como Araçatuba (SP) e Barretos (SP), todas as categorias de animais mantiveram preços inalterados. O boi gordo continuou cotado a R$ 308 por arroba para pagamentos a prazo, o que indica uma consolidação dos patamares atuais nessas localidades chave para o mercado nacional.
No Estado de São Paulo, a movimentação de negócios envolvendo boiadas tem sido positiva, com os frigoríficos ofertando valores entre R$ 310 e R$ 315 por arroba. No entanto, pecuaristas sem urgência em vender estão adotando uma postura mais cautelosa, aguardando cotações mais atrativas antes de fechar acordos, o que pode influenciar o ritmo das transações nos próximos dias.
No segmento de atacado da carne, as vendas permanecem comedidas, seguindo o padrão típico da segunda quinzena do mês, conforme relatos de colaboradores do Cepea. Essa dinâmica reflete padrões sazonais de consumo, com compradores mais contidos, o que pode pressionar os preços no curto prazo se a demanda não se recuperar.