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sexta-feira , 6 março 2026
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Exportações brasileiras para EUA despencam 25,5% em janeiro de 2026 e déficit chega a US$ 700 milhões

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Porto brasileiro com contêineres e navios, representando queda de 25,5% nas exportações para EUA e déficit de US$ 700 milhões.

O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos registrou uma queda acentuada nas exportações brasileiras em janeiro de 2026, ampliando o déficit para cerca de US$ 700 milhões. As exportações caíram 25,5%, totalizando US$ 2,4 bilhões, enquanto as importações diminuíram 10,9%. Esse desequilíbrio reflete pressões persistentes de 2025, incluindo sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros.

Detalhes da queda no comércio

A redução nas exportações foi puxada principalmente pelo recuo de 39,1% nas vendas de petróleo bruto. Além disso, produtos sujeitos a sobretaxas de 40% e 50% tiveram queda de 26,7%. Itens afetados pela Seção 232, como siderúrgicos e cobre, registraram diminuição de 38,3%.

Esses números indicam um impacto significativo nos exportadores brasileiros de petróleo e setores siderúrgicos. O comércio entre os dois países, que envolve cadeias produtivas integradas e investimentos mútuos, enfrenta desafios crescentes. A Amcham Brasil, representada por seu presidente Abrão Neto, destaca a necessidade de diálogo para mitigar esses efeitos.

Causas das reduções

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros são um fator chave na queda. Elas incluem tarifas de 40% e 50%, além das restrições da Seção 232. O menor desempenho nas vendas de petróleo bruto também contribui, com pressões econômicas de 2025 se estendendo para o início de 2026.

A combinação desses elementos ampliou o déficit comercial para US$ 700 milhões em janeiro. Importações menores, de 10,9%, não compensaram a forte retração nas exportações. Isso afeta diretamente as trocas entre empresas dos dois países.

Perspectivas e recomendações

Especialistas apontam que avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar a previsibilidade no comércio bilateral. Reduzir barreiras pode criar condições para a retomada dos fluxos comerciais ao longo de 2026. O foco em investimentos mútuos e cadeias produtivas integradas pode ajudar a equilibrar a balança.

O comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos mútuos e trocas entre empresas do mesmo grupo. Avançar no diálogo econômico de alto nível entre os dois países é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e criar condições para a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026.

A declaração de Abrão Neto reforça a importância de ações conjuntas entre Brasil e Estados Unidos. Com o déficit ampliado, o setor exportador brasileiro busca estratégias para mitigar impactos. A evolução do comércio bilateral será monitorada de perto nos próximos meses.

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