O preço médio da soja no Brasil registrou uma queda em fevereiro de 2026, retornando aos patamares observados em 2024 em termos reais, de acordo com levantamento do Cepea. Essa desvalorização reflete pressões no mercado, influenciadas pela desvalorização do dólar frente ao real e expectativas de uma oferta volumosa. Agentes do mercado e produtores das regiões Sul, Sudeste e outras áreas produtoras do país acompanham de perto essas mudanças.
Causas da desvalorização
A desvalorização do dólar em relação ao real foi um fator chave para a redução na paridade de exportação da soja brasileira. Isso diminuiu a competitividade do produto nacional em comparação com a soja norte-americana, conforme apontado pelo Cepea. Além disso, as expectativas de uma safra abundante no Brasil contribuíram para pressionar os preços para baixo.
Expectativas de oferta volumosa
Mesmo com adversidades climáticas em algumas regiões, o bom desempenho em outras áreas produtoras compensou possíveis perdas. Produtores do Sul e Sudeste relataram condições favoráveis que sustentam projeções de oferta elevada. O Cepea destaca que essa perspectiva de volume maior no mercado interno e externo influenciou diretamente os valores negociados em fevereiro de 2026.
Impacto nos produtores e agentes
Agentes do mercado de soja no Brasil enfrentam desafios com a queda nos preços, que voltam a níveis de 2024 ajustados pela inflação. Produtores das regiões Sul e Sudeste, principais polos de cultivo, precisam ajustar estratégias de venda e armazenamento. O levantamento do Cepea serve como referência para negociações futuras, ajudando a mitigar riscos.
Contexto econômico mais amplo
A combinação de fatores cambiais e produtivos reflete o dinamismo do setor agrícola brasileiro. A desvalorização do dólar reduz o apelo das exportações, tornando a soja brasileira menos atrativa no exterior. No entanto, o foco em mercados internos pode equilibrar parte das perdas, segundo análises do Cepea.
Perspectivas para março
Com o encerramento de fevereiro de 2026, o mercado observa sinais de estabilização, mas pressões persistem devido à oferta esperada. Produtores e agentes recomendam monitoramento contínuo das cotações cambiais e climáticas. O Cepea continuará a fornecer dados atualizados para orientar decisões no setor.