O maior portal de notícias do agro brasileiro.
quinta-feira , 24 setembro 2026
Início Agricultura Preço do nitrato de amônio sobe 28% nos portos brasileiros devido à guerra no Oriente Médio
AgriculturaBrasilCotações

Preço do nitrato de amônio sobe 28% nos portos brasileiros devido à guerra no Oriente Médio

261
Porto brasileiro com pilhas de sacos de nitrato de amônio, guindastes e navios, refletindo alta nos preços devido à guerra no Oriente Médio.

O preço do nitrato de amônio nos portos brasileiros registrou um aumento de 28% em outubro, saltando de US$ 360 para US$ 460 por tonelada em comparação com setembro. Esse movimento reflete as incertezas globais impulsionadas pela guerra no Oriente Médio, afetando rotas de suprimento e custos de frete. Analistas apontam para impactos diretos nos produtores e agricultores brasileiros, que dependem fortemente de importações.

Aumento nos preços e contexto global

A elevação nos preços do nitrato de amônio é atribuída a interrupções em rotas de suprimento e ao aumento nos custos de frete e seguros. Países como Rússia, que responde por 40% das importações brasileiras, enfrentam desafios logísticos. Além disso, a alta nos preços do gás natural, essencial para a produção, agrava a situação.

Impactos da guerra no Oriente Médio

A guerra no Oriente Médio gera incertezas no mercado global de fertilizantes, com efeitos indiretos em produtores como Irã e Síria. Esses países, fornecedores relevantes, podem sofrer interrupções em sua produção. Como resultado, o suprimento global é pressionado, elevando os preços nos portos brasileiros, especialmente em Paranaguá (PR).

O conflito tem gerado incertezas no mercado, com interrupções em rotas de suprimento e aumento nos custos de frete e seguros.

Marcelo Mello, analista de fertilizantes da StoneX, destacou esses fatores em recente análise.

Dependência brasileira de importações

O Brasil importa grande parte de seu nitrato de amônio da Rússia, Irã e Síria, tornando o país vulnerável a flutuações internacionais. Produtores e agricultores locais sentem o impacto imediato nos custos de produção. Em outubro, o porto de Paranaguá registrou os maiores aumentos, refletindo a dependência dessas rotas.

Países como o Irã e a Síria, que são produtores relevantes, podem ser afetados indiretamente pelo conflito, o que pressiona os preços globais.

Segundo Mello, uma escalada no conflito poderia agravar ainda mais o cenário.

Riscos futuros e recomendações

Especialistas alertam para possíveis impactos mais significativos caso haja uma escalada maior na guerra. Isso poderia afetar o suprimento global de fertilizantes, com reflexos diretos na agricultura brasileira. Agricultores são aconselhados a monitorar o mercado de perto.

Se houver uma escalada maior, poderemos ver impactos ainda mais significativos no suprimento global.

Recomendamos que os agricultores monitorem o mercado e considerem compras antecipadas para mitigar riscos de alta de preços.

Essas orientações visam ajudar os produtores a navegar pelas incertezas atuais.

Relacionadas

SLC Agrícola entra no radar de compra do JP Morgan com expectativa de margens maiores em 2027

Banco eleva preço-alvo das ações para R$ 23 e projeta melhora dos...

China compra 1 milhão de toneladas de soja dos EUA e movimenta mercado antes de visita de Xi

Aquisições ocorrem em meio à redução dos estoques brasileiros e podem alterar...

Agronegócio da Bahia bate recorde e lidera produtividade da soja no Brasil

Estado pode colher 13,3 milhões de toneladas de grãos em 2026, enquanto...

Algodão da Bahia surpreende no campo e pode alcançar safra recorde com produtividade elevada

Produção baiana de pluma pode chegar a 882 mil toneladas, alta de...