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quarta-feira , 6 maio 2026
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Embrapa desenvolve bioinsumo Algaefix com algas marinhas para combater seca nas lavouras

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Lavoura de soja seca no Brasil, com algas marinhas representando bioinsumo Algaefix contra seca.

Pesquisadores da Embrapa anunciaram o desenvolvimento do bioinsumo Algaefix, um produto à base de extratos de algas marinhas projetado para mitigar os efeitos da seca nas lavouras brasileiras. Liderado por especialistas como Hugo Bruno Correa Molinari e Durval Dourado Neto, o projeto envolve parcerias com universidades e empresas, com financiamento do CNPq e FAPDF. Com testes em campo já realizados, o registro está previsto para os próximos meses, e a comercialização ocorreu em 2024, oferecendo uma solução sustentável para a agricultura em tempos de mudanças climáticas.

Origem e desenvolvimento do Algaefix

O bioinsumo Algaefix foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, no Distrito Federal, e da Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Sergipe. As algas marinhas utilizadas são coletadas no litoral brasileiro, incluindo espécies vermelhas e pardas. O projeto, em andamento, busca atender às demandas crescentes por tecnologias que combatam o estresse hídrico nas plantações.

Com parcerias acadêmicas e empresariais, o desenvolvimento conta com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Esses esforços colaborativos visam acelerar a inovação em bioinsumos para a agricultura sustentável.

Funcionamento e aplicação

O Algaefix é aplicado via foliar ou diretamente no solo, ativando mecanismos de defesa nas plantas contra a seca. Os extratos de algas regulam hormônios vegetais e melhoram a absorção de nutrientes, ajudando cultivos como milho, soja e feijão a tolerarem períodos de escassez hídrica. Testes demonstraram reduções de perdas em até 30% nessas lavouras.

Essa abordagem natural promove a resiliência das plantas sem depender de fertilizantes químicos, alinhando-se a práticas agrícolas mais ecológicas. O processo explora compostos bioativos das algas, que são cultivadas de forma sustentável para garantir renovabilidade.

Importância em cenários de mudanças climáticas

A motivação principal para o Algaefix é enfrentar as secas mais frequentes causadas pelas mudanças climáticas, promovendo a sustentabilidade agrícola. Ao reduzir o uso de insumos químicos, o bioinsumo contribui para uma produção mais eficiente e ambientalmente amigável. Essa inovação é crucial para manter a produtividade em regiões afetadas por estresses ambientais.

Declarações de especialistas

Essas algas produzem compostos que, quando aplicados nas plantas, ativam mecanismos de defesa contra a seca, como a regulação de hormônios e a melhoria na absorção de nutrientes.

— Hugo Bruno Correa Molinari

Em cenários de mudanças climáticas, onde as secas estão se tornando mais frequentes, tecnologias como essa são essenciais para a sustentabilidade da agricultura.

— Durval Dourado Neto

É uma solução natural e renovável, já que as algas podem ser cultivadas de forma sustentável.

— Hugo Bruno Correa Molinari

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