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quinta-feira , 24 setembro 2026
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Brasil e China anunciam fábrica de tratores para agricultura familiar com apoio do MST em Maricá

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Fábrica de tratores para agricultura familiar em Maricá, com apoio do MST, parceria Brasil-China.

Brasil e China anunciaram nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, a instalação da primeira fábrica de tratores dedicada exclusivamente à agricultura familiar, com apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Localizada em Maricá, no Rio de Janeiro, a iniciativa envolve um investimento de R$ 200 milhões e capacidade para produzir até 5 mil máquinas por ano. O projeto visa ampliar o acesso à mecanização para pequenos produtores rurais, promovendo o desenvolvimento tecnológico no campo.

Detalhes do acordo bilateral

As empresas Sinomach, da China, e OZ Earth, do Brasil, firmaram o acordo em Pequim, com participação do MST e da prefeitura de Maricá. Três contratos foram assinados recentemente, marcando o início das operações no distrito de Ponta Negra. As discussões para o projeto começaram em novembro de 2025, evoluindo para uma parceria estratégica.

Processo de produção e nacionalização

A fábrica iniciará a produção no sistema SKD, que envolve a montagem de peças importadas parcialmente desmontadas. Com o tempo, o plano é alcançar até 60% de conteúdo local, fomentando a industrialização nacional. Ainda não há data específica para o início da produção inicial.

Objetivos e impactos esperados

O principal objetivo é superar gargalos produtivos na agricultura familiar, facilitando a mecanização adaptada a pequenas propriedades. Isso deve fortalecer a produção de alimentos e promover a autonomia tecnológica no setor rural. Agricultores familiares e pequenos produtores serão os principais beneficiados, com potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico local.

Declarações de envolvidos

Hoje é um dia histórico para a luta camponesa brasileira. A nossa luta não é apenas pela terra, mas por um projeto de desenvolvimento para o país, que passa também pela industrialização.

A declaração é de Cedenir de Oliveira, dirigente do setor de produção do MST. Ele destacou a importância do projeto para o avanço da agricultura no Brasil.

A mecanização não é a máquina como fim, mas como meio para desenvolver o campo, fortalecer a produção de alimentos e ampliar a autonomia tecnológica.

Maria Gomes, gestora ligada ao projeto industrial, enfatizou o papel da tecnologia como ferramenta para o progresso rural. Essas visões reforçam o compromisso com um modelo de desenvolvimento inclusivo.

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