No sul do Espírito Santo, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) desenvolve um projeto inovador que transforma frutas e legumes maduros, destinados ao descarte, em couro vegetal comestível e itens decorativos. Coordenado por Zâmora Santos, o iniciativa ocorre no campus de Venda Nova do Imigrante e beneficia agricultores familiares. Com testes realizados nos últimos seis meses até abril de 2026, o projeto visa reduzir o desperdício e gerar renda extra.
O que é o projeto
O projeto do Ifes foca em frutas e legumes que perderam valor comercial in natura devido ao amadurecimento excessivo. Esses alimentos, que seriam descartados, são reaproveitados para criar produtos sustentáveis. A transformação resulta em couro vegetal comestível, que pode ser usado em itens decorativos ou até em aplicações alimentares.
Como funciona o processo
As frutas e legumes são inicialmente higienizados para garantir a segurança. Em seguida, são triturados até formar um purê homogêneo. Esse purê é espalhado em camadas finas e desidratado por um período de 12 horas a um dia e meio, produzindo lâminas maleáveis e versáteis.
Local e participantes
O campus do Ifes em Venda Nova do Imigrante, no sul do Espírito Santo, serve como base para o projeto. Agricultores familiares da região participam ativamente, fornecendo os insumos e beneficiando-se dos resultados. A coordenadora Zâmora Santos lidera a iniciativa, integrando extensão e incubação de negócios.
Objetivos e impactos
A principal motivação é combater o desperdício de alimentos maduros sem valor de venda. Ao converter esses itens em produtos de valor agregado, o projeto gera renda adicional para os agricultores. Isso promove sustentabilidade e fortalece a economia local em comunidades rurais.
Declaração da coordenadora
Sabe aquela fruta que geralmente o produtor fala que já não dá pra vender?! A gente pensa: ‘Faz alguma coisa com ela, bate um suco!’. Então, é essa fruta que iria ser desperdiçada, sem valor de venda, que volta a ser um produto através da desidratação.
A declaração de Zâmora Santos, coordenadora geral de Extensão e do Núcleo Incubador do Ifes, destaca a essência prática do projeto. Ela enfatiza como o reaproveitamento transforma desperdício em oportunidade. O projeto continua em andamento, com potencial para expansão futura.