Demanda enfraquecida no Sul e Sudeste pressiona cotações, mas oferta restrita ainda mantém valores próximos de R$ 2/kg
Os preços da melancia voltaram a cair na primeira quinzena de maio em meio à redução do consumo provocada pelo avanço das temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste do Brasil. Segundo levantamento do Hortifrúti/Cepea, a comercialização da fruta perdeu ritmo entre os dias 11 e 15 de maio, pressionando as cotações tanto no campo quanto no atacado.
Mesmo com o novo recuo, os preços seguem relativamente elevados devido à oferta ainda limitada no mercado nacional. Atualmente, a região de Uruana, em Goiás, é a principal responsável pelo abastecimento interno da fruta entre as praças acompanhadas pelo Cepea.
Clima frio reduz demanda pela fruta
De acordo com colaboradores do Hortifrúti/Cepea, o enfraquecimento da demanda foi o principal fator responsável pela queda dos preços nesta semana. O clima mais ameno reduziu o consumo da fruta, tradicionalmente mais procurada em períodos de calor intenso, afetando diretamente o ritmo das vendas.
Nesse cenário, a melancia graúda, com peso acima de 12 quilos, produzida em Goiás, foi comercializada à média de R$ 1,97 por quilo, valor 8% inferior ao registrado na semana anterior.
Mercado atacadista também registra recuo
Na Ceagesp, principal entreposto atacadista do País, o comportamento foi semelhante. O menor volume de pedidos durante a semana limitou avanços nas negociações e manteve o mercado mais lento.
A melancia graúda acima de 12 quilos foi negociada à média de R$ 3,26 por quilo no atacado paulista, recuo de 5,8% em comparação com a semana anterior.
Expectativa é de novas pressões sobre os preços
Para os próximos dias, o setor projeta continuidade da pressão sobre as cotações. A previsão de manutenção do clima frio em importantes centros consumidores deve seguir limitando a demanda pela fruta.
Apesar disso, a oferta restrita ainda atua como fator de sustentação do mercado, evitando quedas mais acentuadas nos preços da melancia neste período.
