Castrolanda constrói entreposto de grãos no Tocantins para acompanhar cooperados e ampliar presença na nova fronteira do agronegócio brasileiro
Expansão estratégica rumo à nova fronteira agrícola
Diante da crescente escassez de terras disponíveis no Sul do Brasil, cooperativas agrícolas do Paraná intensificam sua expansão para outras regiões do país. Nesse contexto, a Castrolanda, com sede em Castro (PR), anuncia um investimento de R$ 124 milhões na construção de um entreposto agrícola em Colinas do Tocantins, consolidando sua entrada no Matopiba, considerada a principal nova fronteira agrícola nacional.
Entreposto no Tocantins amplia atuação da cooperativa
As obras tiveram início em maio de 2025 e estão em ritmo acelerado. A expectativa é que parte da estrutura comece a operar a partir de julho de 2026, com recebimento de grãos previsto para janeiro de 2027, atendendo já a safra 2026/2027. A unidade está localizada a cerca de 1.868 quilômetros da sede da cooperativa no Paraná, distância que não tem sido obstáculo para o avanço do projeto.
Capacidade, tecnologia e segurança operacional
O entreposto contará inicialmente com capacidade estática para 44 mil toneladas de grãos, podendo ser ampliado futuramente para até 100 mil toneladas. A estrutura inclui dois secadores com capacidade de 240 toneladas por hora cada, além de silos pulmão e sistemas modernos de recepção, secagem, armazenagem e comercialização. O projeto adota o modelo de “nível zero”, com equipamentos instalados acima do solo, reduzindo riscos operacionais e aumentando a segurança dos trabalhadores.
Atendimento aos cooperados e geração de empregos
Além da área de grãos, a unidade contará com armazéns de insumos e sementes, com capacidade para atender cerca de 18 mil hectares. Durante o pico das obras, o empreendimento deve empregar até 250 trabalhadores. Quando estiver em plena operação, a expectativa é de geração de 34 empregos diretos, fortalecendo a economia regional do Tocantins.
Matopiba atrai produtores e novos investimentos
A escolha do Tocantins levou em conta fatores como aptidão agrícola, custo da terra, logística, segurança jurídica e a presença de cooperados na região, além da atuação da Fundação ABC. A Castrolanda também realiza prospecção de novos associados e promove visitas técnicas para produtores interessados em expandir suas atividades fora do Paraná. Resultados recentes indicam produtividade acima da média, reforçando o potencial agrícola da região.
Crescimento financeiro e novos projetos
A cooperativa atravessa um momento positivo, após faturar R$ 5,4 bilhões em 2024 e projetar resultados recordes em 2025. Paralelamente, a Castrolanda avança em projetos de intercooperação no setor de sementes e avalia, ainda de forma preliminar, a viabilidade de investir na produção de cacau no Tocantins, ampliando sua diversificação produtiva no agronegócio brasileiro.