A SLC Agrícola anunciou nesta terça-feira a conclusão de uma operação de associação com fundos de investimento em participações (FIPs) administrados pelo BTG Pactual, visando monetizar suas terras agrícolas. A transação foi finalizada após o cumprimento de todas as condições precedentes, marcando um passo significativo na estratégia financeira da companhia.
No âmbito do acordo, foram criadas sociedades de propósito específico (SPEs), com a SLC Agrícola detendo 50,01% de participação e os FIPs respondendo por 49,99%. A SLC contribuiu com a Fazenda Piratini, localizada na Bahia, incluindo sua infraestrutura e equipamentos de irrigação, enquanto os FIPs aportaram recursos em dinheiro.
O pagamento inicial realizado pelos FIPs totalizou R$ 913.783.148, com a parcela remanescente prevista para o segundo semestre de 2026. Inicialmente, o acordo divulgado em 6 de novembro estimava um aporte total de R$ 1,033 bilhão pelos fundos, refletindo ajustes finais na operação.
Com os recursos obtidos, a SPE procedeu à aquisição de 21.471 hectares agricultáveis da Fazenda Paladino, anteriormente pertencente à SLC Agrícola. Adicionalmente, foram firmados contratos de parceria rural com a SLC Agrícola e a SLC MIT, com duração inicial de 18 anos e possibilidade de prorrogação automática.
Em paralelo, os acionistas da SLC Agrícola aprovaram, em assembleia geral extraordinária realizada nesta terça-feira, um aumento de capital social no valor de R$ 914.158.810,45. Essa medida eleva o capital da companhia de R$ 2.012.521.509,85 para R$ 2.926.680.320,30, por meio da capitalização da reserva de expansão e bonificação de ações.
A bonificação prevê a distribuição de uma nova ação ordinária para cada oito ações ordinárias detidas pelos acionistas na data da assembleia. As ações em tesouraria e os American Depositary Receipts (ADRs) também serão beneficiados pela medida.