Uma comitiva técnica do Rio Grande do Sul visitou Santa Catarina nesta semana de fevereiro de 2026 para conhecer o Sistema Antigranizo, tecnologia que minimiza danos em lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de granizo. A iniciativa busca inspirar a implementação de medidas semelhantes na Serra Gaúcha e no Vale do Caí, promovendo maior proteção aos produtores agrícolas e estabilidade na produção pecuária. As visitas ocorreram em Fraiburgo, Videira e Caçador, destacando o modelo bem-sucedido adotado pelo estado vizinho.
Participantes da comitiva
A comitiva gaúcha incluiu representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), de 22 municípios da Serra Gaúcha e do Vale do Caí, além da Defesa Civil, Sindicatos Rurais e seguradoras. Do lado catarinense, participaram equipes da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), das empresas AGF e Fischer, e técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). Figuras chave foram Paulo Arruda, da Sape, e Márcio Madalena, da Seapi.
Atividades realizadas durante a visita
A agenda começou em Fraiburgo, com visitas técnicas à empresa AGF, ao radar meteorológico e à empresa Fischer. Em Videira, a comitiva assistiu a uma apresentação da Epagri e conheceu áreas de produção agrícola. Por fim, em Caçador, os participantes exploraram o projeto local do Sistema Antigranizo, que tem demonstrado eficácia na redução de impactos climáticos adversos.
Objetivos da iniciativa
O principal propósito da visita foi permitir que o Rio Grande do Sul avalie o modelo catarinense para discutir sua adoção na Serra Gaúcha. Essa tecnologia visa aumentar a resiliência das lavouras contra granizos, garantindo mais estabilidade na produção agrícola e pecuária. Com eventos climáticos cada vez mais imprevisíveis, iniciativas como essa são essenciais para proteger os produtores e mitigar perdas econômicas.
Declarações dos envolvidos
Apresentamos à comitiva esse Sistema Antigranizo, eles puderam conhecer de perto esse modelo que está dando certo em Santa Catarina, para aumentar a proteção ao produtor e garantir mais estabilidade à produção agrícola e pecuária.
A declaração acima é de Paulo Arruda, da Sape, destacando os benefícios observados. Já Márcio Madalena, da Seapi, enfatizou o sucesso da missão.
Acreditamos que foi uma missão muito exitosa, nós observamos isso nas conversas com os integrantes da nossa comitiva composta por produtores, por gestores municipais e por entidades representativas de produtores. Acreditamos que nós estamos voltando ao Estado do Rio Grande do Sul com muita maturidade para discutir a implementação dessa tecnologia na nossa Serra Gaúcha.
Impactos esperados
A troca de experiências entre os estados pode impulsionar avanços na agricultura brasileira, especialmente em regiões vulneráveis a intempéries. Com o Sistema Antigranizo provando sua eficácia em Santa Catarina, o Rio Grande do Sul ganha subsídios para fortalecer sua cadeia produtiva. Essa colaboração interestadual reflete um esforço coletivo para adaptar a agricultura aos desafios climáticos de 2026.