Menor ritmo de vendas e impacto do feriado pressionam cotações, enquanto oferta limitada sustenta patamares altos
O mercado de cenoura encerrou abril com queda nos preços em São Gotardo, importante polo produtor nacional. Segundo levantamento do Cepea, a retração nas cotações está ligada principalmente à desaceleração na comercialização após semanas consecutivas de valorização.
Ritmo mais lento de vendas pressiona preços
Entre os dias 27 e 30 de abril, a cenoura “suja” apresentou desvalorização de 10% na região mineira. A caixa de 29 kg foi negociada, em média, a R$ 90,00, refletindo o enfraquecimento da demanda no período.
O movimento é explicado, em parte, pelo impacto do feriado do Dia do Trabalhador, que reduziu o volume de pedidos e desacelerou o escoamento da produção.
Oferta ligeiramente maior no curto prazo
Com a redução nas vendas, houve um leve aumento na oferta disponível no mercado em comparação às semanas anteriores. Esse ajuste contribuiu para pressionar ainda mais os preços no curto prazo.
Ainda assim, o volume geral segue controlado, indicando que o recuo nas cotações não representa uma reversão estrutural do mercado.
Clima impacta produção e qualidade
As condições climáticas adversas têm sido um fator determinante para o comportamento do setor. As chuvas constantes na região vêm limitando a produção e afetando a qualidade das raízes.
Entre os principais problemas observados estão o “ombro roxo” e rachaduras, características que reduzem o valor comercial do produto e dificultam sua aceitação no mercado.
Tendência de preços firmes nas próximas semanas
Apesar da queda recente, a expectativa é de que os preços da cenoura permaneçam em níveis elevados nas próximas semanas. A oferta restrita, somada às dificuldades de produção no campo, deve continuar sustentando as cotações.
Com a retomada gradual da demanda no início de maio, o mercado pode voltar a ganhar fôlego, equilibrando novamente os preços em patamares mais firmes.