O governo de Minas Gerais anunciou, em outubro de 2024, a criação de um cinturão de proteção fitossanitária inédito no Brasil para combater o greening na citricultura, uma medida que visa salvaguardar a produção de laranjas no estado, o segundo maior produtor do país.
O anúncio e a implementação
A iniciativa foi publicada no Diário Oficial do estado em 17 de outubro de 2024 e será implementada ao longo dos próximos dois anos. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) ficará responsável pela gestão do cinturão. O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou a urgência da ação para proteger a sustentabilidade do setor.
Regiões abrangidas
O cinturão de proteção fitossanitária abrange as regiões Sul, Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, em Minas Gerais, totalizando cerca de 1.000 quilômetros quadrados. Essas áreas são cruciais para a citricultura mineira, que enfrenta ameaças crescentes do greening. Produtores de citros e a Associação dos Citricultores de Minas Gerais, presidida por João Silva, estão diretamente envolvidos na discussão das medidas.
Como funcionará o cinturão
O sistema será gerenciado pelo IMA com monitoramento intensivo e erradicação obrigatória de plantas doentes. Inclui ainda controle rigoroso de mudas, investimentos em pesquisa e capacitação para produtores. Inspirado em modelos bem-sucedidos da Flórida e da China, o cinturão busca conter a propagação da doença de forma proativa.
A ameaça do greening
O greening representa uma grave ameaça à citricultura mineira, com um aumento de 30% nos pomares infectados em 2023. Sem intervenções, a doença pode causar perdas de até 50% na produção. Minas Gerais, como segundo maior produtor de laranja do Brasil, depende dessas medidas para manter sua posição no mercado.
Reações e perspectivas
O greening é uma ameaça grave à sustentabilidade da citricultura mineira. Sem medidas drásticas, poderíamos perder até 50% da produção em poucos anos.
Essa declaração de Thales Fernandes reflete a preocupação oficial com o impacto econômico da doença.
É uma medida necessária, mas o governo precisa oferecer suporte financeiro e técnico para que não afete os pequenos produtores.
João Silva, presidente da Associação dos Citricultores de Minas Gerais, enfatiza a importância de apoio aos produtores menores para garantir a efetividade do cinturão. Com a implementação em andamento desde 2024, espera-se que o projeto fortaleça a resiliência da citricultura no estado nos próximos anos.