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Mercado de arroz no Brasil trava com colheita lenta no Rio Grande do Sul

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Campos de arroz no Rio Grande do Sul com colheita lenta, afetando o mercado brasileiro.

O mercado de arroz no Brasil segue travado com o início lento da colheita da safra 2023/24 no Rio Grande do Sul, onde apenas 1% da área foi colhida até o momento, resultando em preços estáveis. Analistas como Élcio Bento, da Safras & Mercado, destacam a distância entre produtores e compradores, com os primeiros focados nas atividades de campo e os moinhos sem pressa para recompor estoques devido à demanda interna fraca. Esse cenário reflete o acumulado de janeiro e se estende para fevereiro de 2026, impactando o abastecimento nacional.

Início lento da colheita no Rio Grande do Sul

A colheita da safra 2023/24 no Rio Grande do Sul avança em ritmo lento, com produtores priorizando as operações no campo em vez de negociações. De acordo com dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), apenas 1% da área plantada foi colhida até agora. Essa lentidão contribui para a estagnação do mercado de arroz no Brasil.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) monitora a situação, confirmando que o foco dos produtores está nas atividades agrícolas essenciais. Isso reduz a oferta imediata no mercado, mantendo os preços sem variações significativas.

Posição dos produtores e moinhos compradores

Produtores de arroz no Rio Grande do Sul mostram pouco interesse em negociar, concentrando esforços na colheita para garantir a qualidade da safra. Essa estratégia reflete uma abordagem cautelosa em meio a um mercado travado. Enquanto isso, os moinhos compradores mantêm estoques abastecidos, evitando compras apressadas.

A demanda interna fraca é um fator chave, permitindo que os compradores adiem recomposições de estoque. Essa dinâmica cria uma distância entre as partes, prolongando a estabilidade dos preços no mercado de arroz brasileiro.

Análise de especialista sobre o mercado

O mercado segue travado, com compradores e vendedores distantes. A colheita começou no Rio Grande do Sul, mas ainda em ritmo lento, com os produtores focados na atividade de campo e pouco interessados em negociar. Do lado comprador, os moinhos estão abastecidos e, com a demanda interna fraca, não há pressa para recompor estoques.

Essa declaração de Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, resume os motivos para o impasse atual. A enfraquecida demanda interna agrava a situação, influenciando o comportamento de todos os envolvidos no setor.

Perspectivas para o mercado de arroz

Com a colheita progredindo lentamente, espera-se que o mercado de arroz no Brasil continue estável nas próximas semanas. Fatores como a priorização das atividades de campo pelos produtores e a ausência de urgência dos moinhos podem manter os preços inalterados. O monitoramento contínuo pelo Irga e Conab será essencial para avaliar eventuais mudanças.

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